sábado, 15 de junho de 2019

Caixa muda feirão e setor adota plano B para vender




O tradicional Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal vai mudar. Responsável por negociar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões por ano, o formato será remodelado após 14 anos. A ideia da nova gestão do banco é pulverizar o feirão. Ao invés de poucos eventos de grande porte, a Caixa prepara uma série de pequenas feiras em mais de 100 municípios por todo o País. Tradicionalmente realizado no primeiro semestre, o feirão foi transferido para a segunda metade do ano. O novo modelo deve começar a ser testado em agosto. A ausência do mega evento da Caixa pode dar uma esfriada nas vendas das construtoras no segundo trimestre. Essa perda será concentrada no segmento de moradias populares, que é, justamente, o foco do feirão.
» É o jeito. Sem o grande evento da Caixa, algumas empresas resolveram organizar suas próprias promoções de vendas. Neste fim de semana, a Tenda realiza um feirão com oferta de imóveis em condições especiais em cinco Estados. A Cury já fez o seu no mês passado. A MRV, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), tem optado por feirões regionais no fim de cada trimestre. E a Direcional vem realizando campanhas variadas de vendas, sem o formato de feirão. Procurada, a Caixa não comentou.
» Desfecho. A companhia área Avianca pode ter seu fim sacramentado amanhã, dia 10, quando está prevista a próxima sessão de julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. A expectativa é de que a Corte vote sobre a realização ou não do leilão das autorizações de pouso e decolagem da empresa, que está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. Quando o leilão foi suspenso pelo TJ, em 6 de maio, o desembargador Ricardo Negrão comentou na decisão que a Corte poderia deliberar sobre “a hipótese de convolação da recuperação judicial em falência”.
» Fim de festa. Desde a suspensão do leilão, entretanto, os desdobramentos do caso têm indicado que só falta realmente ser decretada sua falência. A Avianca está com todos os voos suspensos desde 24 de maio e, mesmo que houvesse o leilão, Gol e Latam enfrentariam resistência para obterem aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ficarem com os horários oferecidos. Aos olhos do Cade, haveria uma concentração de voos nas mãos das duas empresas.
» Tudo lindo. A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida, investiu R$ 80 milhões no primeiro quadrimestre em obras de melhorias urbanas nas 150 cidades onde atua. Desse montante, R$ 32 milhões foram contrapartidas legais exigidas pelo poder público, e outros R$ 48 milhões foram aportes voluntários com reformas de praças e escolas, construção de ciclovias e arborização, entre outros itens.
» Sem almoço grátis. Com empreendimentos imobiliários de grande porte, a valorização da vizinhança faz parte da estratégia de negócios da MRV para atrair mais compradores de imóveis. Em maio, a companhia entregou uma base administrativa para a Polícia Militar localizada na entrada do mega projeto Grand Reserva Paulista, novo bairro com 7,5 mil apartamentos que está em construção em Pirituba, na zona norte da capital paulista. Em 2018, os investimentos em melhorias urbanas totalizaram R$ 230 milhões. Se o ritmo atual for mantido, os aportes de 2019 poderão superar os de 2018.
» Ímã. O número de investidores pessoa física na Bolsa alcançou 1,098 milhão no fim de maio, mantendo o ritmo de entrada de novos investidores na esteira do ambiente de baixas taxas de juros. Em relação ao número de investidores pessoas físicas ativos no fim do ano passado, o crescimento é de cerca de 35% até aqui. Se o ritmo continuar, a marca de 1,5 milhão de CPFs pode ser atingida já no fim deste ano.
» Efeito negativo. O desempenho abaixo do esperado da economia brasileira já pesa nas projeções do mercado de seguros para 2019. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) espera que o setor cresça de 4,7% a 6,9% neste ano. O intervalo anterior apontava para expansão de 4,5% a 7,1%. Até março, cresceu 5,9% ante mesmo período de 2018.
» Não andou. A nova projeção reflete o desempenho aquém do esperado em um dos principais segmentos do mercado no Brasil, o seguro de automóveis. A CNseg espera alta de 0,5% a 3,5% contra faixa de 5,4% a 7% em 2018. Também pesa o segmento de pessoas, como vida.

Caixa reduz juro, mas Bradesco tem a melhor taxa no crédito imobiliário


Já estão em vigor as novas taxas no financiamento para a compra de imóvel na Caixa Econômica Federal, que foram reduzidas em até 1,25 ponto porcentual. A expectativa é que esse corte volte a acirrar a concorrência entre os grandes bancos nessa linha de crédito, favorecendo não só o candidato à compra de um imóvel, mas o mutuário que tem o contrato em andamento e pretende mudar de banco pela portabilidade, em busca de juros menores.
Com a medida, ficam mais baixas as taxas tanto de clientes da Caixa quanto de não clientes. O juro mais baixo cobrado de clientes recua de 8,75% ao ano para 8,50% mais a Taxa Referencial (TR). O mais alto, exigido de não correntistas do banco, cai de 11% ao ano para 9,75% mais TR.
Mas nem por isso, a Caixa ocupará a dianteira de juro mais baixo para compra da casa própria, segundo comparativo feito pela Melhortaxa, maior plataforma digital especializada em crédito imobiliário do País: atualmente o Bradesco tem as menores taxas.
“O Bradesco vinha se destacando com a taxa mais atrativa, de 8,3% e podendo chegar a 8,1%. O Itaú reagiu recentemente, pareando a sua taxa e voltando a brigar por carteira. A queda nas taxas de juros pode impulsionar ainda mais o movimento de portabilidade dos empréstimos imobiliários, que teve um crescimento de 146% em 2018 em relação a 2017″, avalia Rafael Sasso, cofundador da fintech.
Por enquanto, não há nenhuma previsão de que os demais bancos, principalmente os privados, venham a baixar ainda mais os juros, como resposta à decisão da Caixa. Mas na opinião do especialista, “a tendência é que voltemos a ter uma pressão concorrencial maior neste mercado, o que pode abrir espaço para mais reduções nos grandes bancos, que vão precisar reagir”.
No gráfico abaixo vai o levantamento feito pela Melhortaxa, de 2014 a 2019, com um comparativo dos juros cobrados pelos cinco maiores bancos do mercado – Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander –, em contratos efetivamente assinados e não os anunciados no balcão.
Como explica o cofundador da Melhortaxa, Rafael Sasso, os juros dos contratos fechados fornecem uma dimensão mais precisa das taxas efetivamente cobradas pelos bancos, já que durante as negociações para o financiamento eles podem resultar em níveis diferentes dos anunciados ao grande público.
“A Caixa tinha, no passado, um papel histórico de fomentar a concorrência nesse setor, liderando a redução das taxas de crédito imobiliário”, avalia Sasso. No entanto, explica ele, em 2017, com a falta de recursos para essa linha de crédito, a Caixa deixou de exercer esse papel sem ter a preocupação de ajustar os juros do financiamento para uma Selic bem mais baixa, em 6,50% ao ano atualmente.
Em 2018, quando a CEF voltou a reduzir suas taxas, relata o executivo, a reação foi imediata entre os grandes bancos. Com um movimento inicial e significativo puxado pelo Santander, que cortou sua taxa para um dígito e foi seguido pelos demais. “ O movimento da última semana dá um fôlego para a Caixa de se reaproximar das ofertas dos concorrentes”.
Embora a redução seja positiva para o consumidor, para saber qual a melhor taxa, é preciso comparar não só a taxa anunciada pelo banco, mas o Custo Efetivo Total, que inclui outras despesas administrativas e seguros. “A Caixa, por exemplo, possui um dos custos de seguros mais altos do mercado”, alerta ele.
Outras condições - A redução do juro na Caixa valerá para os financiamentos em todas as modalidades para a compra de imóveis novos, usados, terreno, para construção e reformas. Tanto para os contratos regidos pelo SFH como pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
O SFH financia a compra de imóvel avaliado até R$ 1,5 milhão com recursos da caderneta e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O SFI financia a compra de imóvel com valor de avaliação acima de R$ 1,5 milhão com recursos captados com letras de crédito e títulos imobiliários.
Por ter custo de captação de recursos, o chamado funding, mais elevado que o da caderneta e o do FGTS, fonte de recursos do SFH, o SFI tem como foco o financiamento de imóveis de valor mais elevado, por custos também mais altos, já que seguem as taxas livres de mercado.
À primeira vista, em termos porcentuais, uma redução como a promovida pela Caixa parece pouco em termos de impacto sobre o valor da prestação ou como economia no fim do contrato. Especialistas em crédito imobiliário lembram, contudo, que, como o financiamento habitacional se estende por longo prazo, podendo chegar a 30 e até 35 anos, o impacto no resultado final é significativo para o bolso do mutuário.
Portabilidade - A redução dos juros vai beneficiar também quem já tem um financiamento, mas fechou seu contrato em períodos em que os juros estavam bem mais altos do que os atuais. Esses compradores têm agora a possibilidade de transferir sua dívida com juros mais baixos para outro banco que queria assumir o seu contrato pelo processo de portabilidade.
Rafael entende que a troca de instituição financeira nos contratos de financiamento imobiliário ganhe agora ainda mais estímulo. Ele lembra que em 2018 o total movimentado pela portabilidade alcançou R$ 5,06 bilhões, com crescimento de 146% em relação ao ano anterior.

Caixa finaliza estudo para mudar indexador do crédito imobiliário


O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco está trabalhando em medidas como a troca de indexador do financiamento imobiliário, retirando de cena a TR (Taxa Referencial).
“Estamos terminando estudo para mudar o indexador do crédito imobiliário. Não faz sentido emprestar por 30 anos um instrumento que não se tem o hedge”, disse Guimarães, explicando que a discussão é incluir o IPCA como indexador.
Na semana passada, o presidente da Caixa disse que o banco preparava o lançamento de linhas atreladas ao IPCA.
Nesta quarta-feira, ele afirmou que a mudança de indexador “vai permitir a gente continuar incentivando o crédito imobiliário no Brasil”.
Mais tarde, Guimarães esclareceu que a mudança deve provocar redução do custo desse tipo de financiamento. “Em quanto [será a redução] ainda está em estudo. Estamos fazendo as simulações. Hoje na Caixa só faremos coisas que façam sentido matemático”, disse. “A ideia é ter redução, senão não faz sentido”, disse.
Pela manhã, ao ser questionado sobre se a troca de TR por IPCA levaria a aumento de custo, Guimarães respondeu “sim” e explicou que a mudança em estudo traria vantagens por permitir ao banco fazer hedge das operações. O presidente explicou que tinha entendido que falava de redução de custo na entrevista e não de aumento.
O executivo comentou ainda que essa possibilidade de se fazer hedge permitirá que o banco tenha um balanço melhor para poder renegociar dívidas e também oferecer empréstimos em melhores condições.

domingo, 9 de junho de 2019

Brasileiros retiram R$ 718,7 milhões da poupança em maio

Após os saques líquidos de R$ 2,877 bilhões em abril, os brasileiros voltaram a retirar dinheiro da poupança em maio. Dados do Banco Central mostraram que, no mês passado, R$ 718,718 milhões líquidos saíram na caderneta poupança. Em maio de 2018, foram registrados depósitos líquidos de R$ 2,405 bilhões.
No mês passado, foram R$ 204,305 bilhões em saques, contra R$ 203,586 bilhões em depósitos. Considerando os rendimentos de R$ 2,987 bilhões na poupança em maio, o saldo global da caderneta chegou aos R$ 795,160 bilhões.
No acumulado de 2019, as retiradas líquidas da poupança somaram R$ 16,997 bilhões. O montante é resultado de saques de R$ 980,894 bilhões contra depósitos de R$ 963,897 bilhões.
Em função da crise econômica, a caderneta registrou saídas líquidas em 2015 e 2016, mas iniciou um processo de recuperação no ano seguinte. Em 2018, em meio à relativa retomada do emprego e da renda, a poupança fechou o ano com captação líquida de R$ 38,260 bilhões.
Esta procura maior pela poupança no ano passado ocorreu apesar de a rentabilidade ser, atualmente, inferior ao visto em anos anteriores. Hoje a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros da economia). A Selic, por sua vez, está em 6,50% ao ano desde março de 2018.
Essa regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Esta remuneração, mais elevada, deixou de valer em setembro de 2017, quando a Selic passou para abaixo do nível de 8,50%.

Setor imobiliário precisa do IPCA, diz presidente da Caixa

A Caixa prepara o lançamento de linhas de crédito imobiliário atreladas ao IPCA em cerca de duas semanas. O esboço que vem sendo discutido prevê a indexação dos contratos à inflação mais um adicional de até 6% ao ano.
Esse percentual poderá ser reduzido para até 1% se o cliente tiver outros produtos do banco, como seguros e cartão de crédito — algo que é praxe no mercado, mas nem tanto na Caixa.
Em reunião com empresários, o presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que as linhas de financiamento habitacional atreladas ao IPCA vão ser “sem dúvida as menores do mercado”.
O executivo disse considerar que o setor imobiliário brasileiro só é viável, no médio prazo, com o uso do IPCA nos contratos. “TR só existe no Brasil. Como faz hedge disso?”, questionou, em referência à Taxa Referencial, indexador usado nos contratos atuais. “Tem hedge se for em IPCA ou corrigido por câmbio, o que é uma maluquice.”
Desde que assumiu o comando da Caixa, Guimarães tem dito que pretende securitizar carteiras de crédito imobiliário, o que abrirá espaço no balanço para fazer mais operações. A correção dos financiamentos pelo IPCA é necessária tendo em vista esse objetivo, pois o mercado teria pouco interesse em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) com ativos corrigidos pela TR.
Em paralelo à indexação pelo IPCA, o governo discute com os bancos mudanças na regulamentação das letras imobiliárias garantias (LIG) para que os títulos possam ser emitidos no exterior, como noticiou o Valor na segunda-feira. Nesse caso, há ainda questões em aberto sobre o impacto da variação cambial sobre o funding.
A LIG e a securitização são dois caminhos em estudo pela equipe econômica para diversificar as fontes de recursos para o setor imobiliário e torná-lo menos dependente das fontes atuais, o FGTS e a poupança.
O executivo afirmou também que a Caixa vai retomar o protagonismo que costumava ter no financiamento imobiliário com recursos da poupança (SBPE). A Caixa fechou abril com R$ 5,901 bilhões em operações desde o início do ano, o dobro do volume que originou no mesmo período de 2018. O crescimento fez com que a instituição voltasse a liderar o mercado, posição perdida para o Bradesco no ano passado.
De acordo com o presidente da Caixa, o crédito tem de ser apenas um componente no retorno gerado pelos clientes. Para isso, o banco tem apostado em outras em outras modalidades de produtos, como seguros, cartões e adquirência — o que lhe ajuda a melhorar a oferta para os correntistas e, ao mesmo, tempo dar maior atratividade aos ativos que pretende oferecer ao mercado em aberturas de capital.
A estratégia também passa por um melhor uso da rede de atendimento da Caixa, composta por cerca de 26 mil pontos entre agências, lotéricas e correspondentes bancários. O banco fechou o ano passado com 98 milhões de clientes.

domingo, 26 de maio de 2019

Geração Z deverá superar a geração do millennials em aluguel

Quando se trata de custos de aluguel, a geração do millennials carrega um fardo mais pesado do que o de qualquer outra geração na história, mas se as taxas médias de aluguel continuarem a subir em seu ritmo atual, a geração Z ficará pior.
Um novo estudo da RentCafe revelou que os estimados 80 milhões de millennials do país pagam aproximadamente 45% de sua renda total para alugar. E, devido à preferência pela vida urbana em detrimento da expansão suburbana e à alta ininterrupta das taxas de aluguéis em todo o país, a maioria dos millennials desembolsará U$92.600 em aluguel antes dos 30, segundo dados retirados do Censo dos EUA.
Mas uma nova geração de locatários, a geração Z, deve gastar um total de U$ 102.100 em aluguel até completar 30 anos, de acordo com Florentina Sarac.
“Dada a sua esmagadora dívida de empréstimos estudantis, os jovens da geração do millennials podem continuar alugando, simplesmente porque a perspectiva de compra ainda não é atingível”, escreveu Florentina. “Por outro lado, os millennials mais velhos estão começando a mudar lentamente para a casa própria. Como eles estão finalmente alcançando o sonho americano, isso certamente impulsionará a demanda por casas à venda ”.
Em comparação, os locatários da geração X (nascidos entre 1965 e 1964) pagaram em média U$82.200 antes dos 30 anos, e os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) pagaram U$ 71.00 em aluguel aos 30 anos, segundo a RentCafe
“Tanto a geração X quanto a geração de baby boomers fizeram menos dinheiro que os millennials, mas também gastaram menos com aluguel”, escreveram os autores do estudo. “A Geração X gastou um total de US $ 82.200 em aluguel quando eles estavam na faixa dos 20 anos, e eles ganharam cerca de US $ 202.100. O mesmo vale para os Baby Boomers, que ganharam US $ 195.700, enquanto US $ 71.000 foram para o aluguel ”.

Guia definitivo para escolher o bairro para morar

O momento de mudar para uma nova casa é cercado de muitas escolhas. Decidir entre uma casa ou apartamento, pensar na decoração e planejar um orçamento são apenas alguns dos pensamentos que rodeiam a mente do comprador ou locatário. Uma escolha muito importante também é a do bairro que deseja morar, que a princípio parece simples, mas envolve vários fatores a ser considerados.


Preste atenção na mobilidade

Quem mora nos grandes centros urbanos entende como os meios de transporte podem influenciar na qualidade de vida e conforto. Portanto, veja as linhas de ônibus disponíveis na região e atente-se ao fluxo de trânsito nos horários de pico. Além disso, tenha em mente os deslocamentos necessários, sua frequência e se podem ou não ser alterados em vista do novo bairro.

Considere seus deslocamentos

Com a mudança de casa, estar mais perto do local de trabalho ou estudo agora é uma possibilidade. Ao economizar tempo no trajeto, você certamente ganha em qualidade de vida. Por isso, use a internet a seu favor e descubra quanto tempo de deslocamento será necessário para ir de casa até os seus locais mais frequentados, considerando transporte público, carro ou até a pé. 

Lembre-se das opções de lazer

Além de trabalhar ou estudar, você também merece um momento de lazer e descanso, então pense em seu estilo de vida para tomar essa decisão: Para os jovens e universitários, pode ser interessante estar perto de bares e baladas. A proximidade com escolas, parques e clubes pode ser mais adequada para quem está começando uma família.

Pesquise sobre as conveniências

A vida cotidiana pode ser muito facilitada por uma boa infraestrutura de comércio e serviços. A princípio, considere a proximidade com supermercados, farmácias, hospitais e agências bancárias. Para quem não tem um carro, é mais importante ainda pensar se o transporte público é suficiente para atender às suas necessidades ou se as distâncias podem ser percorridas a pé.

Valorize a segurança

Outro aspecto muito importante é a segurança da região que se pretende morar. Por isso, observe se as ruas e espaços públicos são bem iluminados, a presença de câmeras de segurança, se a polícia costuma fazer vigilância. Quanto mais itens de segurança, maiores as chances de encontrar um lugar tranquilo para morar. E sobre esse assunto, uma boa ideia é conversar com moradores do bairro e possíveis vizinhos, porque ninguém melhor que eles para contar sobre esse assunto.

Conheça sua vizinhança

Uma boa vizinhança pode tornar o bairro ótimo para se viver, enquanto ter vizinhos ruins pode ser um transtorno.
Por isso, pense em suas preferências pessoais. Algumas pessoas preferem uma vizinhança silenciosa e que respeita os horários e regras da comunidade, enquanto outras não se importam tanto com os padrões de comportamento e apreciam o agito. 
E não se esqueça de observar a proximidade com estabelecimentos comerciais e avenidas movimentadas. Afinal, até quem gosta de uma vida agitada precisa de um momento de sossego.
Com essas dicas, escolher o bairro para morar certamente será uma tarefa mais tranquila. Leia sobre as regiões que mais te interessam, pondere entre suas prioridades e faça a melhor escolha.
Tem alguma dica infalível para o momento de escolher o bairro para morar? Deixe nos comentários!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Por que escolher um imóvel com portaria 24 horas, afinal?


Quais as principais vantagens da portaria 24 horas?

Segurança

Conforto

Menos preocupações

Recepção amigável

Assessoria

Monitoramento

Praticidade

domingo, 12 de maio de 2019

Quais as vantagens do financiamento para reforma? Entenda agora!

Quem está pensando em reformar a casa precisa sempre levar em conta o orçamento. Afinal, imóveis dependem de um alto investimento, que deve ser calculado com cuidado para evitar endividamento e problemas no futuro.

Se você sempre quis reformar e tem dúvidas sobre o pagamento, saiba que pode contar com um financiamento para reforma. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o financiamento de imóveis não acontece apenas para a compra.
Assim, você pode realizar o sonho de ter a casa personalizada e ainda pagar de forma parcelada. Saiba mais sobre as formas de financiamento para reforma no post de hoje!

Como funciona o financiamento para reforma?

A maioria dos bancos pode aprovar o financiamento de até 100% do valor da reforma, tanto para edificações residenciais quanto estabelecimentos comerciais. Um grande benefício desse tipo de empréstimo é que ele costuma ter taxas de juros mais baixas do que um empréstimo pessoal ou financiamento para compra de imóvel.
Para que o seu pedido seja aprovado, o banco exige que você comprove sua renda, para verificar que terá condições de arcar com as parcelas. Fora isso, você precisa ser o proprietário do imóvel, ou seja, caso tenha financiado a compra do imóvel, é preciso terminar o pagamento de todas as parcelas antes de pedir o financiamento da reforma.
Outra exigência dos bancos é que você resida no local da reforma, no caso de edificações residenciais, ou que resida na mesma cidade do estabelecimento comercial. Além disso, o imóvel em que será feita a reforma deve ser o único em seu nome na mesma região.

Quais os tipos de financiamento para reforma?

Ficou interessado em solicitar um financiamento e finalmente realizar o sonho de ter a casa reformada e decorada para receber os amigos e a família? Então conheça melhor sobre as formas de financiamento e escolha a melhor opção!

Pelo governo: Fimac FGTS e Construcard

O Fimac FGTS é um financiamento que exige que você tenha um emprego de carteira assinada, e três anos de depósito de FGTS. Ele funciona como um empréstimo para compra de materiais de construção, podendo liberar até 20 mil reais de verba para ajudar na reforma. Entretanto, o imóvel deve valer no máximo 500 mil reais para ser aprovado.
Como exigência, você precisa comprovar, no mínimo, 5% do valor que deseja financiar em sua conta do banco, se estiver empregado no momento da solicitação. Já no caso de não estar empregado no momento, ainda poderá conseguir aprovação, desde que tenha 10% do valor financiado em sua conta bancária.
A taxa de juros para pagamento das parcelas gira em torno dos 12% ao ano, e você pode ter até dez anos para pagar, dependendo do valor liberado.
Outra forma de financiamento do governo é o cartão Construcard, da Caixa Econômica Federal, que foi feito para compra de materiais de construção. Ele é exclusivo para correntistas do banco, e será preciso colocar um bem como garantia durante o período de vigência do financiamento.
As taxas são de aproximadamente 2,5% ao mês e você poderá pagar em até 240 meses. Fora isso, uma vantagem do Construcard é que ele permite que você adquira itens como piscinas, armários e até peças de iluminação, desde que as compras sejam feitas dentro de 6 meses, em uma das 85 mil lojas cadastradas junto ao programa.
As exigências são que você tenha mais de 18 anos, possa comprovar sua renda (mesmo que não seja empregado em regime CLT), tenha um bom histórico de crédito e nenhuma dívida pendente. Fora isso, a parcela do financiamento não pode representar mais de 30% da sua renda mensal, ou o crédito não será aprovado.

Pelos bancos

Os bancos, também, têm linhas de crédito específicas para financiamento de construções e reformas residenciais. Para contratar esse serviço, você precisa ser correntista no banco e comprovar a sua renda.
Cada banco tem suas regras para o financiamento. O fator comum entre eles é que você pode usar o dinheiro para compra de materiais de construção ou serviços de mão de obra, tanto para construir quanto para reformar.
O financiamento, geralmente, tem um limite de valor de acordo com a renda do cliente, e o banco nem sempre financia totalmente a reforma.  A taxa de juros e o prazo para o pagamento, também, variam entre os bancos. Por isso, se você está pensando em fazer um financiamento para reforma, nossa dica é procurar um gerente do seu banco para entender melhor as condições de pagamento, a quantia que será liberada, os prazos e as taxas.
A grande vantagem do financiamento dos bancos é que as taxas, geralmente, são mais baixas, e não existe valor máximo do imóvel. Entretanto, a desvantagem é que os prazos para pagamento, muitas vezes, são menores do que os permitidos pelo governo.

Pelos cartões de crédito das lojas de construção

Outra forma de conseguir financiar a reforma é utilizar os cartões de crédito de marca própria das lojas de materiais de construção. Eles têm o benefício de serem mais flexíveis quanto às condições de pagamento, permitindo prazos maiores e juros baixos.
Por outro lado, esses cartões podem gerar um descontrole financeiro na sua renda, já que as lojas não fazem avaliação de crédito antes de permitir que o cliente crie o cartão. Então fique atento aos seus prazos para evitar inadimplência e gerar uma dívida que não pode pagar.

Quais são as vantagens do financiamento?

Agora que você já conhece as principais formas de conseguir um empréstimo para reforma, entenda também os benefícios que ele pode trazer para você!

Realizar a obra completa

O primeiro benefício, e provavelmente o mais importante, é que você, finalmente, conseguirá realizar o seu sonho de reformar a casa. Talvez, se fizesse a reforma sem ter financiamento, precisaria realizar a obra em etapas, ou até abrir mão de reformar alguns cômodos para conseguir pagar sozinho.
Com o financiamento, você consegue investir na reforma, valorizar o imóvel para venda, comprar materiais e serviços de qualidade e pagar de forma parcelada, sem se comprometer.

Conseguir negociações melhores com fornecedores e lojistas

Outra vantagem é que, tendo o dinheiro da reforma em mãos, é mais fácil conseguir negociar a mão de obra dos servidores e também os materiais de construção. Assim você consegue barganhar e alcançar descontos melhores, inclusive por que pode oferecer o pagamento à vista. As lojas preferem receber um pouco menos e receber antecipadamente do que pagar as taxas de parcelamento que os cartões de crédito cobram.

Manter as economias e investimentos

Por fim, você deve considerar que, mesmo tendo dinheiro investido em poupança ou mercado financeiro, o financiamento pode ser melhor. Dessa forma, você evita gastar suas economias e usar o seu dinheiro para outros planos. Isso porque, muitas vezes, o rendimento do investimento é maior do que a taxa cobrada pelo financiamento.
Viu como o financiamento para reforma pode ser uma alternativa muito interessante mesmo que você já tenha o dinheiro guardado? No texto de hoje, você aprendeu várias vantagens desse tipo de empréstimo e ainda viu dicas de várias modalidades para consegui-lo.

Grupo Zap passa a comprar imóveis para reformar e revender

Para dar vazão aos imóveis, o Grupo lançará um iBuyer (instant buyer), ou seja, uma plataforma de compra rápida de empreendimentos, que parte de uma tendência já existente entre proptechs (startups relacionadas ao mercado imobiliário) ao redor do mundo. Segundo Lucas Vargas, CEO do Grupo ZAP, a iniciativa tende a “transformar uma das maiores e menos eficientes indústrias do Brasil"
.
Segundo os dados do próprio grupo Zap, o tempo médio de venda de um imóvel é de 468 dias. A empresa fará ofertas em dinheiro e à vista para diminuir “drasticamente” a duração dessa transação.
"O Grupo ZAP possui o maior banco de dados de oferta e demanda do mercado imobiliário, equipes de data scientists, e especialistas em machine learning”, diz Vargas. “Conectando os dados ao time com capacidade analítica robusta, podemos entender os valores de mercado dos imóveis. Dessa forma, podemos tomar decisões racionais para fazer ofertas rapidamente, ou seja, sermos 'iBuyers'", explica.
A escolha dos imóveis a serem adquiridos será feita a partir de indicações de corretores e imobiliárias. O Grupo Zap, então, fará uma análise de dados para selecionar aqueles que receberão propostas. Segundo a empresa, essa decisão levará em conta dados sobre oferta e demanda da região, características da propriedade e complexidade da reforma.
Aceita a proposta, os trâmites processuais para a aquisição serão realizados pela própria empresa, e o pagamento será à vista ao proprietário.
Já a revenda será realizada da maneira tradicional, por meio de imobiliárias e corretores de imóveis – os maiores parceiros do grupo.
˜Neste primeiro momento de testes, compraremos apenas imóveis residenciais usados e em parceria com algumas imobiliárias. No futuro, passaremos a avaliar a expansão para captação com todo o mercado", complementa Vargas.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Saiba como ter uma casa aquecida e mais aconchegante para o inverno



Uma casa aquecida durante o inverno é muito importante para o bem-estar de todos os moradores da residência, não é mesmo? Afinal, a vontade que dá depois de um dia corrido de trabalho no inverno é chegar em casa, tomar um banho morno e ir direto para o sofá com um cobertor e uma xícara de chocolate quente!
Apesar do que pode parecer, deixar os ambientes da casa agradáveis nessa época do ano é bastante fácil, simples e prático. Para isso, é preciso tomar algumas medidas que promovam o aconchego térmico e deixem a casa ainda mais confortável. Com certeza, o resultado será momentos de relaxamento e tranquilidade que valerão muito a pena.
Para saber mais, acompanhe a leitura e fique por dentro do assunto agora mesmo!

Distribua mantas e almofadas sobre os móveis

Deixe a casa bastante confortável! Em cima do sofá e das poltronas, por exemplo, coloque mantas coloridas de tricô que sirvam para aquecer quem se sentar. Assim, além de deixar o cantinho agradável, a decoração do cômodo também será favorecida.
Também é bacana colocar almofadas sobre esses móveis para proporcionar conforto para quem se sentar ou deitar para assistir TV. Para isso, opte por almofadas com forro que combinem com o ambiente, podendo ser de seda, crochê, linho, entre outros materiais de composição. Prefira também as que complementem o ambiente com cor, estampas, brilho e texturas diferenciadas.
Dessa forma, pode-se não só deixar o cômodo agradável para o uso, ou seja, bastante funcional, como também com a decoração em dia, trazendo elegância, sofisticação e beleza. Além disso, saiba que as almofadas ajudam a criar o estilo de decoração que se busca compor, seja ele retrô, minimalista, rústico etc.

Prepare o enxoval do quarto

Além da sala de estar, também é importante deixar o enxoval do quarto preparado para o inverno. Para isso, coloque um edredom mais grosso para cobrir a cama e dobre um cobertor mais fino para ficar aos pés durante o dia. Assim, ao se deitar, você já tem a opção de pegar o cobertor para se cobrir.
Opte por um cobertor e edredom que se complementem em cores, de forma a deixar a decoração do quarto agradável visualmente e sem exagero. No caso de haver um baú de madeira aos pés da cama, o cobertor também pode estar colocado acima dele.
Como em climas frios é gostoso deitar na cama com uma coberta para ler ou assistir a um filme, crie um cantinho bem gostoso com travesseiros e, até mesmo, almofadas se for preciso. Uma dica para deixar o uso do quarto ainda mais funcional é separar um espaço no criado-mudo com:
  • um porta-copos;
  • um copo;
  • uma garrafa de água;
  • uma xícara com chá, café ou chocolate quente;
  • uma guloseima de sua preferência, podendo ser um biscoito doce ou salgado etc.
Dessa maneira, nada atrapalhará o momento de relaxamento e descanso.

Tenha uma lareira portátil

Que tal adquirir uma lareira portátil para utilizar na época do inverno? Além de ser um item muito belo, o que vai ser um grande diferencial na decoração, ela pode ser implementada em diversos ambientes de acordo com a necessidade do usuário.
Ela pode ser colocada no cantinho da sala de estar próxima do sofá ou, até mesmo, em frente a ele no caso dos modelos que remetem a uma mesa de centro, sendo uma maneira moderna e inusitada de se aquecer durante essa época do ano. O melhor ainda é que, depois do inverno, é possível guardá-la.
Prefira os modelos em tons neutros, seja em pedra, mármore, vidro, aço etc., tendo em vista que essas cores são mais versáteis, o que facilita na hora de criar a decoração dos ambientes. Vale ressaltar que uma das grandes vantagens desse tipo de lareira é justamente o fato de que não é preciso realizar nenhum tipo de obra, ou seja, evita-se sujeira e eventuais dores de cabeça do projeto arquitetônico.
Outro ponto bastante atraente é que a lareira portátil é ecológica, uma vez que, ao utilizá-la, pode-se desligar o aquecedor elétrico, por exemplo. Além disso, ela utiliza gás ou etanol para fazer o seu aquecimento, não havendo gasto de eletricidade.

Aqueça o piso com tapetes

Os tapetes ajudam a preencher o ambiente com muita personalidade e beleza, e, no inverno, ainda têm a grande responsabilidade de proporcionar um toque mais agradável ao caminhar pela casa descalço. Logo, não há contato direto do pé com o chão frio.
Claro que o indicado não é colocar vários tapetes por todo o chão da casa. Porém, é interessante colocar um na sala de estar na frente do sofá e da TV. No quarto também é uma boa ideia o tapete na frente da cama ou ao lado dela, dependendo do espaço e das disposições dos móveis no cômodo.
Criar uma decoração com sobreposição de tapetes também é uma ideia criativa e bacana. Esse tipo de estética fica melhor em salas grandes e amplas, pois, dessa forma, o destaque fica mais concentrado neles de forma harmônica, sem exageros visuais e excessos de informações. Para isso, coloque um tapete grande e outro por cima que seja menor. Dessa maneira, pode-se observar os detalhes dos dois.
Nesse caso, pode-se misturar texturas e materiais assim como estampas e cores diferentes. Uma dica é preferir móveis em tons neutros para complementar a decoração com equilíbrio. Vale lembrar que um ambiente com tapete precisa ter certos cuidados com mais frequência para evitar o acúmulo de poeira, o que pode ser prejudicial à saúde. Por isso, passe o aspirador de pó pelo menos uma vez por semana.
Durante o inverno, opte por uma decoração com cores quentes, como os tons terrosos, que deixam o ambiente com um aconchego visual maior, além de ajudarem a criar um ambiente com uma boa iluminação. Com isso em mente, prefira móveis de madeira, paredes em tons de amarelo-claro, estampas com cores da natureza (como verde e marrom) e tapetes em tons avermelhados.

Incorporadoras mostram forte alta em lançamentos e vendas


As prévias operacionais do primeiro trimestre já divulgadas pelas incorporadoras de capital aberto apontam forte crescimento de lançamentos imobiliários e vendas neste início de ano ao se comparar com igual período de 2018. Juntas, Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, Helbor, MRV Engenharia, RNI Negócios Imobiliários, Tenda e Trisul lançaram R$ 3,84 bilhões, alta de 82,3%. As vendas aumentaram 30,7%, para R$ 4,06 bilhões.
A MRV - maior incorporadora do país e principal operadora do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida - respondeu pelo maior Valor Geral de Vendas (VGV) lançado, de R$ 1,09 bilhão. No entanto, destaques mesmo vieram das empresas com atuação em imóveis de médio e alto padrão.
O ponto de inflexão do segmento de média e alta renda, saindo de um período de estagnação, ocorreu em 2018, principalmente no quarto trimestre. Um analista, no entanto, pondera que o movimento observado nos três primeiros meses deste ano se refere mais à recuperação em relação às quedas dos últimos anos do que a crescimento de fato e que o ritmo de vendas resultou da demanda reprimida por unidades do segmento. A continuidade nesse patamar de comercialização dependerá da melhora dos indicadores macroeconômicos, na avaliação do especialista.
De janeiro a março, a Even lançou R$ 785 milhões, superando a Cyrela - principal companhia com atuação nos padrões médio e alto -, que apresentou R$ 424 milhões. No mesmo trimestre do ano passado, a incorporadora tinha lançado R$ 51 milhões. A concorrente, R$ 259 milhões.
O desempenho da Even vem principalmente de dois projetos em São Paulo e dois no Rio Grande do Sul, com destaque para o residencial Fasano Itaim, na zona Sul da capital paulista, com VGV de R$ 578,7 milhões. Não se espera, no mercado, que a incorporadora mantenha nos trimestres seguintes esse ritmo. A própria empresa, porém, já informou que tem capacidade operacional, terrenos e caixa para até R$ 2 bilhões, em 2019, depois de quatro anos apresentando projetos que somaram cerca de R$ 1 bilhão por ano. No trimestre, as vendas da Even aumentaram 156%, para R$ 505 milhões.
O diretor financeiro e de RI da incorporadora, Vinícius Mastrorosa, diz que há demanda reprimida por imóveis e "ambiente mais seguro" para tomada da decisão de compra. Ele cita a combinação de juros baixos, inflação controlada e "recuperação lenta, mas acontecendo".
No caso da Cyrela, o principal destaque do trimestre foi a comercialização de estoques pronto, mas analistas ressaltam também a venda de lançamentos. Em relatório, o Credit Suisse disse que continua a ver a Cyrela como a empresa melhor posicionada para a retomada da demanda no segmento de média e alta renda.
A EZTec também obteve avanço expressivo nos lançamentos: 271%. Registrou R$ 394 milhões. Desse total, R$ 312 milhões se referem a empreendimentos apresentados ao mercado e R$ 82 milhões à compra de participação em projeto. As vendas subiram 151,6%, para R$ 302 milhões. A meta da empresa para o ano é de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, ante R$ 753 milhões em 2018.
Os lançamentos da Trisul cresceram 6,48 vezes e somaram R$ 272 milhões. Por sua vez, as vendas líquidas tiveram alta de 65%, indo a R$ 240 milhões.
Por seu lado, as incorporadoras com atuação na baixa renda tiveram mais dificuldade nos repasses dos recebíveis dos clientes para a Caixa Econômica Federal, como consequência de impactos da mudança de governo. Um exemplo foi a incorporação do Ministério das Cidades pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.
A incorporadora mineira MRV, que utiliza o modelo de "venda garantida", em que a operação é registrada somente após o repasse, não reconheceu, no trimestre, parte do que foi vendido. Por isso, a companhia consumiu caixa de R$ 19 milhões, no período. Assim, interrompeu 26 trimestres consecutivos de geração de caixa.
No trimestre, os lançamentos da empresa subiram 35,9%, e os da Tenda tiveram alta de 44,8%. Outra mineira, a Direcional registrou retração de 27,7%. No quesito vendas, a MRV teve alta de 6%, enquanto Tenda amargou recuo de 4%, e Direcional, 30,4%.

Oferta de financiamento de imóveis aumenta; pesquise antes de fechar negócio



O financiamento imobiliário, principal fonte de crédito para a compra da casa própria, cresceu 34,9% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário).
Foram aplicados R$ 9,96 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) contra R$ 7,39 bilhões nos dois primeiros meses de 2018.
Na esteira desse crescimento, as taxas de juros alcançaram o menor patamar histórico, com percentuais abaixo de dois dígitos e uma maior concorrência entre os bancos por um nicho antes dominado pelas instituições estatais.
Por isso, a recomendação unânime dos especialistas para o futuro comprador é pesquisar as condições oferecidas em cada instituição antes de assinar o contrato.
Em 2018, a Caixa, ainda responsável pela maior parcela dos financiamentos do tipo, aplicou mais de R$ 87 bilhões na área de habitação, um aumento de 2% em relação a 2017. Foram mais de 554 mil unidades financiadas.
Para este ano, a instituição não revela estimativas, mas diz que deve "fortalecer sua atuação" nesse mercado.
"Os juros mais baixos aliados ao otimismo em relação a emprego e renda contribuíram para iniciarmos o ano com aumento nas vendas de imóveis e, consequentemente, nos financiamentos", avalia o presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu Filho.
Segundo o especialista, cada ponto percentual de variação na taxa de juros pode baratear a parcela do financiamento em até 12%.
Cálculos da Melhor Taxa, site de simulações de crédito, mostram que a diferença de um ponto percentual na taxa de um imóvel com valor de R$ 400 mil e financiamento de R$ 250 mil em 360 meses pode chegar em R$ 62,7 mil.
"Com os juros mais baixos, se a pessoa conseguir dar uma entrada entre 20% e 30% do valor do imóvel, a parcela do financiamento ficará próxima ao custo do aluguel de um apartamento similar", afirma Abreu Filho.
Mesmo com as taxas baixas, é preciso atenção aos demais custos ligados ao empréstimo, diz Daniele Akamines, da Akamines Negócios Imobiliários.
A lista de despesas inclui taxa de transferência e escritura e registro do imóvel nos cartórios e órgãos públicos.
O valor destinado à escritura varia em cada caso. "É preciso saber se o imóvel está sendo financiado antes por algum agente financeiro. Se sim, significa que não haverá essa despesa, uma vez que o contrato emitido pelo banco tem força de escritura pública."
Ainda que esse seja o caso, haverá o custo das tarifas do banco para avaliação do imóvel e análise jurídica –que pode chegar a cerca de 1,5% do total financiado.
Restam o ITBI-IV (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter Vivos), a ser pago à prefeitura local, e o custo com Cartório de Registro de Imóveis, que garante validade perante terceiros e equivale a aproximadamente 1% do valor de venda.
Akamines lembra que há desconto no pagamento do ITBI para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação, válido para as unidades que custam até R$ 1,5 milhão.
"Os compradores precisam ficar atentos se o banco condiciona uma taxa atrativa ao relacionamento que o cliente terá com a instituição, como manter um cartão de crédito ou transferir a conta salário", afirma Akamines.
Além da taxa de juros, o cliente tem que pagar dois seguros obrigatórios: um por morte e invalidez, que é calculado com base no saldo devedor, outro de danos físicos, calculado sobre o valor do bem.
Em meio a cortes de orçamento, o programa federal Minha Casa Minha Vida oferece taxa média inferior aos bancos para compradores com renda familiar de até R$ 9.000 mensais e imóveis de até R$ 300 mil.
De 2009 até dezembro de 2018, o programa, que usa recursos do FGTS, contratou aproximadamente 5,5 milhões de unidades habitacionais em todo o país. Destas, mais de 4 milhões já foram entregues.
Em janeiro e fevereiro passados, houve um repasse menor do governo, como parte das estratégias de corte de orçamento dos ministérios.
As construtoras reagiram e o Ministério do Desenvolvimento Regional assegurou aportes de R$ 550 milhões em abril e maio e de R$ 500 milhões para junho. A Lei Orçamentária Anual de 2019 prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões para o programa.
"Haveria um corte grande no Minha Casa, Minha Vida, mas com a recomposição voltamos ao montante original. O mais importante é que haja previsibilidade para que as pessoas continuem comprando", diz o vice-presidente do Secovi-SP (sindicato do setor), Rodrigo Luna.
Uma alternativa com juros menores é o programa pró-cotista, que também usa recursos do FGTS sem impor limite de renda. A taxa cobrada é de 8%, a menor depois do Minha Casa Minha Vida.
Para ter acesso a esse recurso é obrigatório que a pessoa esteja contribuindo com o fundo de garantia.
O pró-cotista tem orçamento definido pelo governo. Neste ano, foram destinados R$ 4,25 bilhões para o programa, segundo a Caixa.
Outra opção é o financiamento direto com a construtora, que tem perdido espaço com a oferta mais ampla de crédito imobiliário. Os juros cobrados pelas incorporadoras costumam ser maiores, chegando a 12% ao ano mais o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que no ano passado acumulou alta de 7,55%. Nos bancos, a taxa anual fica abaixo dos 9%.
A Tarjab, por exemplo, costuma financiar entre 20% e 30% do valor do imóvel a serem pagos durante a fase de obras do empreendimento.
Nesses casos, explica Márcio Rocha, gerente financeiro da construtora, não há cobrança de juros, mas uma correção pelo INCC (Índice Nacional de Custo de Construção). Em março, o índice registrou alta de 0,19%.
Seja qual for o modelo de financiamento, a primeira coisa a fazer é se organizar.