quarta-feira, 15 de agosto de 2018

CNM edita medida que pode injetar 80 bilhões de reais no mercado


O Conselho Monetário Nacional (CNM) editou recentemente uma medida que poderá, ao longo de seis anos, injetar R$80 bilhões nos imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Esta mudança permite que os bancos direcionem o montante para financiar aquisição, construção, reforma e ampliação de imóveis residenciais.
Os bancos são obrigados a destinar 65% do que captam pela poupança para fornecer ao mercado como crédito. E destes, 80% são para o SFH, carteira hipotecária e SFI. É exatamente esta obrigatoriedade que o CNM acabou, contando a partir de 1º de janeiro de 2019.

Bancos têm mais crédito imobiliário com a crise

terça-feira, 7 de agosto de 2018

7 dicas para negociar descontos na hora de conseguir seu imóvel



Estamos em um bom momento para pechinchar o preço de um imóvel devido ao reaquecimento do mercado imobiliário. Com uma vasta gama de ofertas e uma quantidade de consumidores ainda crescente, conseguir um ajuste no preço daquela casa ou apartamento que por pouco não cabe no seu orçamento pode ser uma realidade. Porém, não pense que basta chegar com uma oferta menor para conseguir diminuir o valor. Para um pedido de desconto ser atendido você vai precisar ter argumentos realistas e oferecer um preço justo e justificável. Continue lendo para aprender a ser mais efetivo na hora de negociar seu desconto.

1 - Não comece a conversa falando sobre valores

Falar de valores antes de apresentar argumentos pode acabar com a negociação. Se a pessoa que está ouvindo não estiver disposta a negociar, ela já vai se fechar para todos os argumentos que você tiver preparado. Construa a conversa de forma que chegue ao preço no final, depois que ela já tiver ouvido atentamente tudo que você tem para dizer.

2 - Esteja bem informado

A concorrência é uma grande amiga na hora de pagar menos. Pesquise os imóveis da região com características semelhantes. Descubra se o imóvel que você quer negociar está acima ou abaixo do preço de mercado. É importante observar também o diferencial de cada imóvel para entender os valores, não adianta comparar um apartamento que tem piscina e elevador a um que não possui infraestrutura alguma, os preços obviamente serão diferentes.


3 - Faça um levantamento dos defeitos do imóvel

Após conhecer a região, conheça bem o imóvel que você quer alugar ou comprar. Verifique o acabamento, se existe alguma reforma que precisa ser feita, se existe alguma infiltração ou até mesmo desgaste na pintura. Faça uma lista do que vai precisar ser arrumado, ou do que o imóvel tem de desvantagem em relação a outros imóveis do mesmo preço na região e você terá um bom argumento.


4 - Cuide para não criticar demais o imóvel

Falar somente de coisas ruins que você encontrou no imóvel é um ponto negativo para você. Pense que o proprietário é apegado ao imóvel e não vai se sentir confortável ouvindo um monte de criticas. Demostre interesse em se mudar, fale sobre o potencial do imóvel após as reformas (se forem ser feitas), e caso seja aluguel explique como isso vai ajudá-lo a conseguir alugar por um preço maior para o próximo inquilino.


5 - Descubra a urgência do proprietário para alugar ou vender

Se o proprietário estiver apressado para fazer o negocio, oferecer um valor inicial maior pode ser um fator decisivo para que ele aceite uma proposta menor a longo prazo. Caso você tenha mais dinheiro para oferecer de entrada, pode tentar uma negociação onde as duas partes saiam ganhando, ele com mais dinheiro na hora de fechar contrato e você com um bom desconto logo depois.


6 - Observe os valores de taxa de condomínio

Se o imóvel que você pretende alugar possui taxas altas de impostos ou condomínio, este é um bom argumento para conseguir seu desconto, uma vez que além do aluguel você ainda terá essas outras despesas. Vale lembrar que a pesquisa que você fez sobre os imóveis da região também serve para descobrir se o valor da taxa de condomínio esta de acordo com o preço do mercado ou não.


7 – Seja realista na hora de negociar o valor

Lembre-se: sua oferta não pode ser feita com base no que você pode pagar, mas sim levando em conta tudo que você encontrou como argumento durante suas pesquisas e de acordo com o valor do mercado. Depreciar demais o imóvel oferecendo muito pouco pode deixar o proprietário ofendido e fazê-lo desistir do negócio.

Dicas para quem quer comprar um imóvel antes dos 30 anos


O imóvel próprio sempre parece um sonho distante. Afinal de contas, ele exige um investimento alto e, em geral, é pago ao longo de muitos anos por conta do financiamento. Mas comprar um imóvel não é um sonho tão distante, principalmente para quem começa a se planejar desde cedo. Inclusive, é possível comprar um imóvel antes mesmo dos 30 anos. Porém, para isso, é preciso ter muita organização financeira. Confira algumas dicas para alcançar o objetivo.
Antes dos 30 anos, geralmente, é uma época que se mostra propícia para começar a se planejar para comprar um imóvel. É importante aproveitar o momento que se consegue um emprego e começa a receber um salário e ainda não se tem muitos gastos porque ainda vive na casa dos pais e não tem família ou filhos. “Quanto mais novo puder comprar um imóvel, melhor. Até porque a pessoa tem o direito de financiar em até 35 anos. Então, se ele começa aos 30, lá pelos 65 anos vai ter o imóvel próprio. Ou seja, quanto antes começar, mais tranquilidade vai ter mais na frente”, ressalta Elísio Cruz Júnior, presidente do Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE).
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É importante aproveitar o momento que se consegue um emprego e começa a receber um salário e ainda não se tem muitos gastos porque ainda vive na casa dos pais e não tem família ou filhos (Foto: Reprodução/Shutterstock)
Porém, por outro lado, uma pessoa muito jovem, antes dos 30 anos, provavelmente não vai ter uma reserva muito grande para dar de entrada e vai precisar financiar a maior parte do imóvel e por um período muito longo. Mesmo que só seja possível financiar 30% da renda, esse valor pode ser bastante alto quando a renda não é tão boa assim. Desta forma, pode não sobrar praticamente nada. “É importante que o jovem tenha um emprego seguro e conseguir um bom financiamento. E ainda se organizar muito bem financeiramente para que as prestações caibam dentro do orçamento”, afirma Darlan Carlos de Souza, representante do Conselho do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).
Para a advogada Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários, é importante organizar bem as finanças para evitar aperto no bolso e conseguir pagar todas as prestações. “Por direito, pode comprometer até 30% da renda na prestação do financiamento, mas o melhor é calcular antes de entrar no financiamento para que haja sobra e não chegue acomprometer os 30% e todo o salário fique comprometido porque depois a pessoa não vive”, diz.
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É necessário um planejamento, é preciso levar em conta a renda e suas necessidades 
Se decidir comprar um imóvel, alguns cuidados devem ser tomados. O primeiro é ter a consciência que é melhor sonhar com algo possível e que realmente caiba no orçamento. O segundo é ter flexibilidade. Antes dos 30 anos, muitas possibilidades, principalmente profissionais, podem surgir, como um emprego em outra cidade. Portanto, começar investindo em um imóvel pequeno, bem localizado e que possa ser alugado ou vendido sem maiores dificuldades pode ser uma boa solução.
Vale ressaltar que um imóvel é um bem que tem a tendência de valorizar. Ou seja, se o proprietário investe em um ainda jovem, logo terá um imóvel bem mais valorizado e com maior valor de mercado. Portanto, começar com um imóvel mais simples, inclusive, pode fazer com que ele sirva como entrada para um imóvel melhor no futuro.
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Se decidir comprar um imóvel, alguns cuidados devem ser tomados. O primeiro é ter a consciência que é melhor sonhar com algo possível e que realmente caiba no orçamento 
“O ideal é começar com calma e devagar, com algo não tão caro e priorizar a boa localização. Hoje o mercado oferece muitas opções, o segredo é procurar com calma”, reforça Darlan. “Se for comprar na planta, é importante pesquisar sobre a construtora e se certificar da idoneidade dela para não cair em nenhum golpe”, complementa o representante do Creci-RJ.
Como o financiamento pode durar entre 20 a 35 anos, se começar a pagar mais tarde, o imóvel só se tornará próprio quando o proprietário já tiver mais de 50 anos. É preciso ficar atento para que as prestações mais altas não coincidam com os gastos mais altos com filhos. “O bom é ir subindo com o tempo. Incluir as prestações no orçamento, ganhar estabilidade no emprego, estudar para crescer na empresa e almejar algo melhor, inclusive o imóvel”, 

Saiba como fica o financiamento imobiliário após a separação

É muito importante definir no momento da separação ou divórcio como ficará a questão do imóvel obtido com financiamento durante o casamento. Isto deve ocorrer independentemente de a propriedade ter sido adquirida na proporção de 50% para cada um dos cônjuges ou o financiamento ter sido integralmente pago por apenas um deles.
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Caso nenhum dos dois queira ficar com o imóvel, a melhor alternativa é colocá-lo à venda 
A definição de quem fica com o imóvel e consequentemente com a responsabilidade pelo pagamento das prestações e demais encargos deverá ser formalizada através de acordo extrajudicial por escritura pública lavrada perante tabelião público (nas hipóteses definidas na legislação), ou ainda, pela sentença proferida na ação judicial.O fato de o casal separar-se não exime o pagamento da dívida. O não pagamento das prestações e demais encargos, após os procedimentos de execução estabelecidos pela legislação, leva o imóvel a leilão público.
Com a separação/divórcio é possível ajustar com a instituição credora, que a responsabilidade pelo pagamento das prestações e demais encargos mensais será de apenas um dos devedores.
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Não havendo consenso, cada um ficará com o seu percentual e com a responsabilidade pelo pagamento da dívida.
Deve ser analisada a capacidade de pagamento do cônjuge que assumir a responsabilidade pela dívida, o que pressupõe uma nova análise de crédito.
Em ambas as situações, a escritura ou a sentença judicial servirão como título hábil para as adequações na matrícula do imóvel.
Caso não haja interesse em nenhuma das partes em ficar com o imóvel financiado, a melhor alternativa será a venda do imóvel com a quitação do saldo devedor perante o credor.
Não havendo consenso sobre quem ficará com o imóvel, cada um permanecerá com o seu percentual na propriedade e com a responsabilidade pelo pagamento da dívida perante o banco, dado que cada parte possui uma cota do todo.
A alternativa final, nesse caso, é a venda do bem em leilão público. Este procedimento, contudo, é custoso e os resultados financeiros podem não ser suficientes para a quitação do financiamento junto ao credor e a divisão do saldo entre as partes.
Na hora da separação, é  importante consultar um advogado para que ele contribua para que haja um consenso.