terça-feira, 19 de março de 2019

Em todo o País há queda do estoque de imóveis


A redução de estoques de imóveis já constatada no mercado paulistano tem dimensão nacional, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Há, portanto, o risco de desequilíbrio entre a oferta e a demanda de imóveis no País, que poderia provocar, no futuro, alta de preços, pois parte das empresas de construção ainda opera com cautela após a longa recessão do setor, evidencia a última Sondagem Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Nos cálculos da Cbic, o estoque de imóveis no País caiu de 161,8 mil, em 2016, para 143,9 mil, em 2017, e para 124 mil, em 2018. “O estoque atual equivale a 11 meses de venda”, notou o presidente da Cbic, José Carlos Martins. “Isso já representa uma preocupação quanto à falta de produtos para venda no futuro”, acrescentou.
A discrepância entre oferta e demanda foi agravada pela perda de ímpeto das contratações do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em janeiro de 2018, essas contratações abrangiam 78 mil unidades, número que caiu para apenas 14 mil em janeiro de 2019. Como o MCMV vinha sendo o carro-chefe do mercado residencial nos últimos anos, qualquer mudança tem grande peso na avaliação da conjuntura imobiliária. Até agora, segundo reportagem do Broadcast, serviço noticioso online da Agência Estado, ainda não foi divulgada a meta de unidades a serem construídas no âmbito do MCMV em 2019.
Em janeiro, segundo a CNI, a indústria da construção mostrava dificuldades de recuperação e mantinha elevada ociosidade, com utilização de apenas 55% da capacidade instalada. Os empresários da construção ainda alimentam boas expectativas para este ano, mas os números caíram em relação ao fim do ano passado. As intenções de investimentos cresceram em relação a igual período de 2018, mas estão em nível pouco satisfatório. Como a Sondagem Indústria da Construção inclui não apenas companhias que atuam no segmento residencial, é possível que as limitações de investimentos contratados pelo setor público provoquem uma piora dos indicadores em geral.
No segmento residencial de médio e alto padrões, a Cbic prevê um cenário favorável para este ano, com crescimento entre 20% e 30% dos lançamentos e das vendas financiadas com recursos das cadernetas de poupança.

sábado, 16 de março de 2019

Minha Casa Minha Vida: Caixa Econômica Federal aumenta valor de imóveis financiados

Entraram em vigor na sexta-feira passada (8) as novas condições de financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
A principal mudança foi o fim do subsídio menor para imóveis em cidades com menos de 20 mil habitantes, que era de R$ 95 mil. Agora, o desconto é igual para todos municípios com até 50 mil habitantes, variando conforme a região do país. No Rio Grande do Sul, o teto para municípios deste porte passa a ser R$ 140 mil.
Os limites de desconto para aquisição de imóveis para a faixa 1,5 do MCMV (para famílias com renda mensal de até R$ 2,6 mil) permanecem inalterados, mas, nesta faixa, o subsídio passa a ser de R$ 47,5 mil apenas para mutuários com renda bruta de até R$ 1,2 mil. Rendas superiores terão redução progressiva do desconto.
Já para os beneficiários da faixa 2, o valor máximo do desconto no Rio Grande do Sul continua sendo de R$ 26.365 mil para mutuários com renda familiar bruta mensal de até R$ 1,8 mil. Em municípios com menos de 20 mil habitantes, este teto cai para R$ 11,6 mil em todas regiões.

sábado, 9 de março de 2019

Conheça o novo comprador de imóveis na era digital


O uso da internet tem crescido em ritmo acelerado nos últimos anos afetando os hábitos e comportamentos dos clientes na hora de buscar um imóvel
O perfil dos clientes que compram imóveis tem mudado a cada ano e com celulares e tablets cada vez mais modernos, as pessoas têm passado mais tempo conectadas nas redes sociais e realizando varias atividades através da internet. Essas mudanças alcançam também o mercado imobiliário, transformando e criando novas estratégias e formas de melhorar a visibilidade das imobiliárias e corretores de imóveis na web. Mas isso exige que os profissionais do mercado imobiliário estejam capacitados e atualizados para lidar com essas mudanças de comportamento do cliente.
Para entender um pouco mais sobre os impactos da tecnologia na mudança de comportamento dos clientes no mercado imobiliário, confira nosso post!
Acesso à informação.
O cliente busca se informar mais sobre os imóveis, preços, condições de pagamento tudo direto no computados ou celulares, de forma rápida e ágil.  A internet é, portanto, uma das principais fontes de referência para o cliente na hora de buscar um imóvel, isso tornou o cliente mais seletivo, preparado e exigente por informações do imóvel cada vez mais detalhada.
Informações atualizadas
Se os clientes estão na internet e estão cada vez mais seletivos não basta apenas o corretor de imóveis alimentar seus sites ou páginas nas redes sociais com fotos sem qualidade e valores de imóveis, é imprescindível traçar estratégias de marketing eficientes com informações confiáveis, atualizadas e de qualidade.
93% das pessoas hoje que procuram imóveis na internet, então esteja preparado para atender esses clientes. Mantenha seus imóveis atualizados e use imagens e vídeos de qualidade para a divulgação.
O que o cliente quer e quanto quer pagar
Como o cliente já pesquisou muitos imóveis antes de chegar até você descubra o que ele quer e quanto pode investir. Definindo o perfil do cliente, apresente as opções que estão disponíveis na sua carteira de imóveis, seja na compra ou na locação. Tenha sempre uma conversa franca com o cliente, expondo os pontos positivos e negativos de cada imóvel, pois ele vai confirmar essa informação depois.
Mudanças no atendimento do corretor de imóveis
Corretores de imóveis devem sempre lembrar-se de que com a facilidade de acesso a informação o cliente precisa mais de um consultor do que de um vendedor. Portanto siga dois passos primordiais para atender os clientes na era digital: primeiro, ouça o cliente e identifique suas necessidades, e então tente relacioná-las com as características dos imóveis disponíveis na carteira. E assim, o cliente vai enxergar, de fato, o valor do seu trabalho como consultor de imóveis facilitando assim o fechamento do negócio.

quinta-feira, 7 de março de 2019

6 Assuntos que você precisa dominar na área financeira do mercado imobiliário em 2019


Você sabe quais são os principais assuntos que precisa dominar na área financeira do mercado imobiliário? Nos últimos anos, esse setor da economia enfrentou muitas dificuldades devido à alta taxa de juros, recessão e as altas taxas de desemprego.
No entanto, o cenário do mercado melhorou nos últimos dois anos e a procura por empréstimos por construtoras e incorporadoras aumentou neste período, ou seja, as empresas esperam vender mais. Para 2019, os resultados ainda podem ser melhores. O número de pessoas sem trabalho continua alto no Brasil, mas o emprego vem paulatinamente sendo retomado, a taxa de juros caiu (atualmente a Selic vale 6,5% ao ano) e, aos poucos, a economia começa a dar sinais de melhoria. Por isso, é fundamental estar preparado para se destacar na área.
Todos esses fatores, somados, farão que o mercado imobiliário fique mais movimentado neste ano e que aumente o número de vendas. Pensando nisso, neste post apresentaremos os principais assuntos que você precisa dominar sobre o setor financeiro do mercado imobiliário. Acompanhe a seguir.
1 - Tipos de financiamentos imobiliários
Existem vários tipos de financiamentos imobiliários no mercado. Por isso, é muito importante conhecer as características de cada um. Esse conhecimento proporcionará que as empresas disponibilizem produtos adequados ao público interessado em fazer a compra. Dessa forma, fica mais fácil ofertar imóveis que as pessoas possam pagar. Além disso, é fundamental estar atento em relação às condições de crédito no banco de cada indivíduo. Sem a aprovação na instituição financeira não tem como o cidadão financiar a casa ou apartamento.
Entre os principais modelos de financiamento estão o Minha Casa, Minha Vida (destinado a população de baixa renda), Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) (voltado a imóveis mais caros).
2 - Conhecimento das regras para concessão de crédito
As instituições financeiras contam com uma série de regras na concessão de crédito imobiliário. Os objetivos dessa ação são evitar o distrato (quando o comprador desiste da compra) e reduzir o número de calotes. Podemos afirmar, portanto, que os bancos adotam medidas visando diminuir o risco dos negócios feitos e conseguir arrecadar mais créditos.
Existem uma série de regras nesse sentido. A parcela do financiamento, por exemplo, pode comprometer no máximo 30% da renda do indivíduo. O comprador não pode estar com pendências na Receita Federal e precisa estar com o nome limpo no Serasa e SPC.
Esse conhecimento possibilita que a empresa oferte as casas ou apartamentos para as pessoas certas, com o preço adequado e de acordo com as necessidades do público. Tudo isso, somado, otimiza a venda das construtoras e incorporadoras. E, em algumas modalidades de crédito imobiliário, o financiamento é concedido para o comprador no início ou durante a construção do empreendimento, fazendo com que a venda seja ainda mais segura para as incorporadoras.
3 - Análise de risco e retorno dos empreendimentos imobiliários
A análise de risco e de retorno permite que as empresas tomem melhores decisões financeiras em seus empreendimentos, desde o financiamento do empreendimento com recursos próprios e/ou de terceiros, à escolha da melhor tabela de vendas e, também, quanto à forma de pagamento da aquisição do terreno.
4 - Regras de uso do FGTS em transações imobiliárias
É muito importante conhecer as regras e as possibilidades de uso do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) nas transações imobiliárias. Isso porque, muitas pessoas, se preencherem os requisitos exigidos pelo FGTS, podem utilizar esse recurso para compor seus recursos próprios na aquisição da moradia própria, proporcionando aumento nas vendas no mercado imobiliário.
5 - Conhecimento do plano empresário
Esse plano é indicado às incorporadoras que buscam adquirir crédito com a intenção de financiar a construção de empreendimentos, residenciais ou comerciais. Nesse sentido é importante conhecer as condições que as instituições financeiras oferecem para disponibilizar o crédito. Esse conhecimento contribuirá para que a empresa tenha acesso a essa modalidade de financiamento, facilitando a construção do empreendimento.
6 - Securitização de recebíveis imobiliários
Trata-se de um processo feito pelas companhias securitizadoras. Elas adquirem créditos imobiliários com a intenção de lastrear em títulos (CRIs- Certificados de Recebíveis Imobiliários) e eles serão negociados no mercado financeiro. Essa fonte de financiamento tende a ficar mais relevante com o passar do tempo e um dos motivos é a baixa rentabilidade da poupança, que ainda é a principal fonte de recursos para o financiamento imobiliário, mas com a queda nas taxas de juros da economia, balizadas pela SELIC, a securitização vem crescendo e tende a crescer ainda mais como fonte alternativa de financiamento de empreendimentos imobiliários.

Governo vai liberar R$ 700 milhões para o Minha Casa



Depois da pressão de prefeitos e parlamentares insatisfeitos com a paralisia quase completa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) nos dois primeiros meses do ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu liberar R$ 700 milhões para pagar parcelas vencidas às construtoras que participam do programa habitacional. A informação foi antecipada pela colunista Sonia Racy. Além de pagar as parcelas atrasadas, os recursos também devem garantir o fluxo de despesas pelo menos até o fim de março.
Os financiamentos do MCMV são feitos com recursos do FGTS. Para as faixas de renda mais baixa, porém, há um subsídio com recursos do Tesouro Nacional. E é nesse repasse que está o problema. Como o governo decidiu fazer um forte controle dos gastos no início do ano, isso acabou afetando os financiamentos.
Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as contratações de unidades do programa recuaram de 78 mil em janeiro do ano passado para 14 mil em janeiro deste ano. Sem dinheiro para continuarem os empreendimentos, pequenas companhias chegaram a desmobilizar canteiros. A estimativa do setor é que entre 20 mil e 30 mil funcionários ligados a essas obras teriam sido dispensados no bimestre.
A promessa de liberação dos recursos foi vista com alívio pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins. “Acredito que a situação voltará ao normal a partir de abril. Isso é fundamental, porque o PIB da construção caiu 2,5% em 2018 e acumula uma retração de 27,7% nos últimos cinco anos”, disse. Segundo Martins, o MCMV representa cerca de dois terços do mercado residencial no País.
A decisão de liberar os recursos foi tomada nesta semana, após reunião de Guedes no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto – responsável pelo programa.
O Estadão/Broadcast apurou que foi feito um apelo para que a equipe econômica abrisse uma exceção na contenção de gastos e acelerasse a liberação de recursos para o programa, para compensar os atrasos do começo do ano.
Orçamento - Procurado pela reportagem, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) admitiu, em nota, que a programação orçamentária e financeira do governo federal estava com limites mensais insuficientes às necessidades de pagamento do programa para janeiro e fevereiro. “Para compensar os desembolsos desses dois meses e regularizar os repasses a partir de março, o MDR solicitou ao Ministério da Economia a antecipação de limites de pagamento da pasta”, informou o ministério.
Ainda segundo o MDR, o Ministério da Economia vai publicar uma portaria nos próximos dias elevando a capacidade de pagamento da pasta em R$ 450 milhões em março. Com isso, o volume disponível até o final do mês será de R$ 700 milhões – já que R$ 250 milhões já estavam na programação. “Para garantir a execução do programa no decorrer do ano, a União, por meio da Junta de Execução Orçamentária (JEO), discutirá neste mês o cronograma de desembolsos”, completou a nota do ministério.
Os recursos previstos no Orçamento de 2019 para o programa habitacional somam apenas R$ 4,6 bilhões, o menor volume desde que o Minha Casa Minha Vida foi criado, em 2009. Durante a transição de governo, a equipe do presidente Jair Bolsonaro chegou a cogitar trocar o nome do programa para Casa Brasileira, desvinculando-o das gestões petistas. 

Taxa de poupança sobe pelo segundo ano seguido, mas nível ainda é baixo

                                      


A taxa de poupança doméstica subiu pelo segundo ano seguido, passando de 14,3% do PIB em 2017 para 14,5% do PIB em 2018. Em 2016, tinha ficado em 13,4% do PIB, o menor nível da série iniciada em 2000. Apesar da melhora nos dois últimos anos, a taxa continua bem abaixo dos 19,3% do PIB atingidos em 2007. A principal consequência da baixa poupança é a dificuldade para financiar o investimento, o que prejudica as perspectiva para o crescimento da economia. Os números constam do resultado do PIB do quarto trimestre de 2018.
Coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar avalia que a pequena alta da taxa em 2018 se deveu à melhora da poupança das empresas e do setor público. A das famílias deve ter caído um pouco, segundo ele.
Na visão de Castelar, "a 'despoupança' do setor público ficou menor, pois o déficit nominal [que incluiu gastos com juros] caiu 0,7% do PIB em 2018 e a queda do investimento - se é que houve - foi pequena. Em ano eleitoral, os governos em geral investem mais", lembra ele. O rombo nominal passou de 7,8% do PIB em 2017 para 7,1% do PIB em 2018. "A queda nas despesas com juros [de 0,6% do PIB] explica quase toda essa melhora", diz Castelar, observando que a poupança do setor público é o resultado nominal das contas públicas mais o investimento.
"A poupança das empresas provavelmente cresceu, por causa do crescimento da economia, mas também, e talvez principalmente, porque a despesa com juros caiu, com a queda do CDI", afirma ele. Castelar ressalta que os dados do Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec) da Fipe mostram uma boa melhora dos resultados das empresas até o terceiro trimestre de 2018.
Já a poupança das famílias deve ter caído um pouco, avalia Castelar. Isso deve ter ocorrido apesar de o consumo das famílias, que cresceu 1,9% em 2018, ter registrado uma expansão um pouco menor que a da massa salarial real (descontada a inflação), de 2,2%. O ponto, segundo Castelar, é que as famílias "devem ter tido um menor rendimento com juros sobre créditos contra o Tesouro Nacional e as empresas" - ou seja, tiveram ganhos menores com títulos públicos e privados.
O nível de poupança brasileira é muito inferior ao de vários outros grandes países emergentes, ajudando a explicar a dificuldade de o Brasil crescer a taxas mais elevadas de modo sustentado. Enquanto a taxa brasileira ficou em 14,5% do PIB em 2018, a da China atingiu quase 45% do PIB, a da Índia foi de 28,5% do PIB e a da Rússia superou 27% do PIB, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Países latino-americanos também têm taxas superiores à brasileira - a do Chile fica na casa de 20,5% do PIB, a da Colômbia, em 19% do PIB, e a do México, em 21% do PIB.

sábado, 2 de março de 2019

Saiba o que fazer quando o comprador atrasa o pagamento do imóvel

Vendedor pode até acionar a Justiça para exigir cumprimento do acordo assinado entre as partes


Se você está com um imóvel à venda, preste bem atenção nos possíveis compradores e a forma de pagamento oferecida. Se for em parcelas, não custa nada dar aquela pesquisada na vida do interessado e ver se ele realmente tem condições financeiras de arcar com os pagamentos. Isso pode ser feito nos órgãos de proteção ao crédito, verificando certidões negativas de dívidas fiscais e cíveis, inclusive pela internet.

“Quando se faz a venda parcelada, se trabalha com um instrumento particular de compra e venda, assim o vendedor posterga a assinatura da escritura até o pagamento integral do valor. Então, faz o compromisso, entrega as chaves e só transmite a propriedade quando o valor total for pago”, ensina o advogado Rafael Quaresma, especialista em Direito do Consumidor.
A segurança para cumprimento de qualquer obrigação deve ser vinculada ao que está previsto no contrato. “Deve haver a notificação imediata do comprador sobre o inadimplemento. E, caso ele extrapole os limites aceitáveis pelo vendedor, fazer a rescisão do contrato”, explica o advogado Rafael Paiva Nunes, especialista em Direito Imobiliário.
O advogado Rodrigo Karpat, também especialista em Direito Imobiliário, entende que o pagamento de parcelas em dinheiro ou cheque é arriscado, a não ser que esteja atrelado a garantias legais que cubram o valor ou permitam a retomada do bem em caso de falta de pagamento.
“O procedimento no caso de atraso deverá ser o previsto em contrato, o que, via de regra, requer uma notificação no caso de atraso superior a 15 dias, depois nova notificação, e, após este prazo, inicia-se a cobrança judicial dos valores em aberto”, diz Karpat.
Ele explica que na cobrança em atraso cabem juros, multa, correção monetária e honorários advocatícios conforme pactuado em contrato firmado entre as partes. A sugestão é que o vendedor parta para ação judicial no caso de atrasos superiores a três meses.
“Mas nada impede que ingresse antes. O vendedor deve juntar no processo o contrato de compra e venda, procuração e comprovantes de tentativa de recebimento dos valores de forma amigável”, explica o especialista.