sexta-feira, 29 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013

10 notícias para lidar com os mercados nesta segunda feira

                 10 notícias para lidar com os mercados nesta segunda feira
Equipe da MRV em ação
Equipe da MRV em ação: há três anos, para fazer o mesmo serviço, era preciso empregar quase o dobro de operários
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber.

 

1- Lucro da MRV recua no 4º tri e fica abaixo das estimativas. O lucro da construtora e incorporadora MRV Engenharia recuou fortemente no quarto trimestre, pressionado por vendas menores, ficando abaixo das projeções de analistas. De outubro a dezembro, a companhia mineira teve lucro líquido de 115 milhões de reais, queda de 44,9 por cento sobre o resultado um ano antes, segundo dados divulgados nesta quinta-feira. O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas obtidas pela Reuters, que apontava para um lucro de 152,5 milhões de reais.
2- Lucro da Lopes Brasil cai 10% no quarto trimestre. A Lopes Brasil teve lucro líquido após efeitos não caixa de 46,9 milhões de reais no quarto trimestre de 2012, uma queda de 10 por cento na comparação com igual período de 2011, informou a empresa nesta sexta-feira. Em 2012, o lucro líquido da empresa totalizou 130,12 milhões de reais, enquanto o Ebitda somou 146,7 milhões de reais.
3- EcoRodovias lucra R$ 130,5 milhões no 4º trimestre. A EcoRodovias Infraestrutura e Logística registrou lucro líquido de R$ 130,5 milhões no quarto trimestre de 2012, resultado que representa uma alta de 27% sobre o mesmo período do ano anterior. Em todo o ano passado, o lucro líquido alcançou R$ 422,1 milhões, crescimento de 10,2% na comparação com 2011.
4- Executivos são cautelosos em projeção do PIB para 2013. A Câmara Americana de Comércio (Amcham) divulgou nesta quinta-feira um indicador chamado Expectômetro, um levantamento das expectativas dos associados da Amcham em relação ao ambiente de negócios em 2013. O resultado da pesquisa aponta que, embora os executivos demonstrem otimismo com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, é grande a cautela em relação às projeções para o ano. A pesquisa mostra que 64% dos empresários ouvidos pela Amcham esperam que o PIB cresça mais do que no ano passado (0,9%), porém abaixo de 3,5%.
5- Eletrobras apresenta esboço do seu plano de reestruturação. O primeiro esboço do plano de reestruturação da Eletrobras foi apresentado na tarde desta quinta-feira pelo presidente da empresa, José da Costa Carvalho Neto, ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O plano prevê cortes de gastos para melhorar o ganho de eficiência operacional da empresa.

terça-feira, 19 de março de 2013

Milionários impulsionam mercado imobiliário de luxo

Banheira jacuzzi com hidromassagem, spa, sauna, piscina aquecida, pé direito duplo nas salas e sistema de aquecimento solar são importantes diferenciais para quem busca um imóvel de luxo no Brasil. Segundo levantamento do Banco Europeu Haliwell Financial Group, especializado em gestão de fortunas, o mercado imobiliário de altíssimo padrão tem potencial para gerar R$ 4,6 bilhões em negócios nos próximos cinco anos.

Os valores das casas e apartamentos de luxo custam entre R$ 1 milhão e R$ 50 milhões. Em um período de 7 anos, entre 2003 e 2010, o número de brasileiros milionários (indivíduos com mais de US$ 1 milhão em ativos e dinheiro, excluindo o imóvel em que residem e até dois automóveis) cresceu 72%, totalizando um grupo de aproximadamente 135 mil pessoas. Entre eles, 54% pretendem adquirir um novo imóvel residencial nos próximos 5 anos.

De acordo com o diretor-geral da i-Uni Brasil, Rodrigo Caporrino, além da nova classe média brasileira que está consumindo mais e melhor, os corretores de imóveis devem prestar atenção no crescimento do número de brasileiros endinheirados e o potencial de compra dessa fatia da população. "O consumo do mercado de luxo vem crescendo vigorosamente nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento da economia e financiamentos com taxas mais baixas, o que também repercutiu nas vendas de imóveis de alto padrão".

Como exemplo, o executivo destaca a redução das taxas de juros para a compra de imóveis acima de R$ 500 mil, estabelecida pela Caixa Econômica Federal no final do ano passado. Para clientes que não possuem relacionamento e conta corrente no banco, as taxas de juros efetivas foram reduzidas de 9,9% para 9,4% ao ano. Para clientes que possuem relacionamento e conta salário na Caixa, as taxas caíram de 8,9% para 8,4% ao ano.

Imóveis comerciais - Outro dado relevante foi divulgado pela consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, sobre a demanda por escritórios de alto padrão. Em 2012 foram entregues 802 mil metros quadrados de escritórios de alto padrão em oito capitais pesquisadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Vitória e Recife), - maior volume desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2009, e 60% maior do que no ano anterior.

Em um importante corredor de escritórios como o da Avenida Faria Lima, o preço pedido do metro quadrado para locação mensal foi de R$ 209. Ou seja, um pequeno consultório de odontologia com cerca de 40 metros quadrados nesta zona pode ter valores de locação superiores a R$ 8.000.O estudo mostra que as regiões da Avenida Faria Lima e dos bairros do Itaim e da Vila Olímpia são as mais procuradas no polo de escritórios de alto padrão e, portanto, têm os maiores preços pedidos da capital paulista.

Já as regiões mais valorizadas para edifícios de alto padrão no Rio de Janeiro continuam sendo a zona sul, a orla e o centro, cujas médias mensais de preços de locação atingiram em 2012 R$ 273,2; R$ 186,1; e R$ 138,1 o metro quadrado, respectivamente.

O ovo como habitação

O ovo como habitação


Já pensou em morar em uma casa parecida com um ovo? Na Bélgica já é possível! Depois de várias experiências e estudos da empresa de arquitetura dmvA Architecten, foi criado um protótipo de uma casa ideal para o modo de vida nômade, em estreito contato com a natureza.
Inicialmente, foi planejada uma unidade de alojamento fixo, mas as autoridades do governo belga não tinha gostado do projeto, ao contrário do design especial e esforços dos arquitetos para chegar a uma manobra para contornar o mau gosto dos governantes: nasceu assim a casa de ovo móvel.


Concebida como uma simples casa, escritório, a unidade é coberta com poliéster do lado de fora, com um espaço de ar entre o painel de isolamento em madeira e exterior de poliéster, e finalmente, um grande espaço interior.
O design interno é feito para aproveitar o máximo de cada espaço, sem sacrificar todos os confortos: cozinha, banheiro, quarto e um sistema de iluminação LED. As formas arqueadas e a cor branca do interior contribuem para criar uma sensação espacial muito maior do que o real.

O ovo foi chamado de “Blob vB3″ e, assim como um trailer, pode ser usado como uma casa móvel, escritório ou espaço para um simples lazer em contato com a natureza e com silêncio.

segunda-feira, 18 de março de 2013

CONHEÇA A PISCINA MAIS CARA DO MUNDO

 


Conheça a piscina mais cara do mundo


A piscina mais cara do mundo não surpreende apenas pelo valor, mas pelo visual impressionane! Localizada no 55º andar do hotel Marina Bay Sands, na cidade de Cingapura, a piscina é a maior do mundo ao ar livre nessas alturas (150 m de comprimento, três vezes o tamanho de uma piscina olímpica).

Nadar na borda não é tão arriscado quanto parece. Enquanto a água da piscina “infinita” parece terminar em um despenhadeiro, na verdade ela escorre para uma espécie de canal de onde é bombeada de volta para a piscina principal.

Foi feita no impressionante “Skypark”, um espaço de lazer em forma de barco, empoleirado sobre as três torres que compõem o hotel mais caro do mundo, que custou a bagatela de 4 bilhões de libras esterlinas (quase inimaginável o número de zeros à direita em reais).

Conheça as casas dos donos das maiores empresas de tecnologia

Conheça as casas dos donos das maiores empresas de tecnologia

Há um burburinho no mercado imobiliário. Ele vem sendo agitado pelos donos das principais empresas de tecnologia do mundo. Recentemente, o fundador do T, Jack Dorsey, investiu US$ 9,9 milhões em uma mansão com vista para o mar de São Francisco, na Califórnia. Já o CEO da Oracle, Larry Ellison, comprou a ilha Lanai, no Havaí, por US$ 600 milhões. Toda essa agitação do mercado levou o jornal britânico Daily Mail a publicar a uma lista das propriedades imponentes dos magnatas da tecnologia. Conheça algumas das residências:

A nova CEO da Yahoo, Marissa Mayer é dona de uma mansão de US$ 5,2 milhões em Palo Alto Reprodução internet (Fotos: Reprodução da internet)

O fundado do Facebook, Mark Zuckerberg, mora em uma casa em Menlo Park, na Califórnia, com cinco quartos e cinco banheiros. Residência foi comprada por US$ 7 milhões em maio de 2011

Casa do CEO do Google, Larry Page foi comprada por US$ 7 milhões em 2005. Há alguns anos ele construiu no terreno uma segunda propriedade além da principla, com seis quartos e banheiros

A propriedade do fundador do Twitter, Jack Dorsey, em um penhasco de São Francisco, Califórnia, foi comprada em fevereiro por US$ 9,9 milhões. Na época, a propriedade era mais cara da cidade

Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, também optou por um espaço de vida mais luxuoso. Sua mansão em Bervely Hills custa US$ 26 milhões e tem piscina, quadra de tênis e casa de hóspedes separada

Paul Allen, co-fundador da Microsoft e presidente da Vulcan, possui uma propriedade que vale US$ 26 milhões na Mercer Island, em Seattle, e conta com heliporto flutuante, salão de festas, piscinas com toboágua e sete mansões

A casa de Michael Dell, fundador da Dell Computadores, situada numa ilha particular no Havaí, tem sete quartos e está avaliada em US$ 62 milhões

A propriedade do conselheiro sênior da Google, Omid Kordestani, no Central Park, vale US$ 70 milhões

Depois de sete anos de construção e US$ 60 milhões, o fundador da Microsoft, Bill Gates, finalmente se mudou com sua mulher para a sua propriedade de 1.858 metros quadrados. Situada em Medina, Washington, a propriedade tem piscina com sistema de som que funciona embaixo da água, uma biblioteca com sala de leitura em um penhasco e chão aquecido

domingo, 17 de março de 2013

Vai comprar um imóvel? Então veja algumas dicas antes de fechar o negócio

A compra da casa própria é a realização dos sonhos de muitos brasileiros, por isso, a escolha do imóvel e assinatura do contrato envolvem muitas emoções.

Por se tratar de um passo muito importante, é necessário tomar alguns cuidados para não cometer erros.

De olho

Para quem vai aproveitar os feirões de imóveis que começam nesta sexta-feira (18) em São Paulo, Fortaleza e Curitiba, o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) relacionou algumas dicas importantes para evitar dores de cabeça:

1. Preço justo: é importante pesquisar o preço de venda de unidades no mesmo prédio ou conjunto para se ter uma ideia do valor de mercado. Além disso, vale pesquisar com as imobiliárias e corretores presentes na feira qual é o preço médio do metro quadrado na região.


2. De olho nos juros: pesquise as taxas de juros praticadas em todos os bancos e faça simulações para saber qual é a que melhor se encaixa em sua renda. Também é importante estar atento ao CET (Custo Efetivo do Financiamento), um percentual que mostra quanto o financiamento vai custar, incluindo todas as taxas administrativas e tributos cobrados pelos bancos.


3. Imóvel ocupado: uma das maiores fontes de problemas é quando o imóvel está ocupado, pois leva tempo e dinheiro para conseguir desocupar o imóvel. Caso a desocupação seja amigável, o processo é mais rápido, já se for necessário entrar na justiça, além de demorado, a ação pode não conseguir exigir a retirado do morador. É possível encontrar informações sobre o imóvel no edital ou nos prospectos de venda, e na dúvida, não compre!

4. Vistoria minuciosa: antes de assinar o contrato, é muito importante visitar o imóvel e olhar cuidadosamente cada detalhe dele. A vistoria deve ser assinada por um dos responsáveis pela venda, desta forma, é possível reclamar na justiça se algum item for retirado do imóvel.

5. Interesse e negociação: é fundamental guardar todos os panfletos, anúncios e anotações feitas pelos vendedores. Toda negociação deve constar na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.


6. Promessa de financiamento: nenhum vendedor pode prometer a aprovação do financiamento, por isso, o consumidor só deve assinar qualquer documento, apenas depois de do crédito ser liberado. Caso assine alguma proposta de reserva ou deixe cheque caução para garantir o imóvel, o consumidor deve exigir um compromisso por escrito, que se o financiamento for negado, não haverá multa ou outros custos para desfazer a reserva.

7. Dívidas e condomínios: é importante certificar-se também se existem dívidas pendentes no imóvel, como condomínio e IPTU. São dívidas de responsabilidade do antigo proprietário, que deverão ser quitadas pelo banco ou pelo vendedor do imóvel, mas que se não estiverem pagas vão ter o imóvel como garantia e a execução vai correr contra o atual proprietário, que então terá que recorrer a Justiça para receber este dinheiro do vendedor.

8. Prazo do financiamento: quanto maior o prazo do contrato, mais juros o consumidor terá de pagar pelo imóvel. Se a taxa for de 10% ao ano, por exemplo, a cada 10 anos de financiamento, o consumidor paga o valor de mercado de um imóvel só de juros, além de correção monetária e o valor do próprio financiamento. Também é importante lembrar que se atrasar três parcelas, o imóvel será levado a leilão.

9. Renda: é comum a família toda e até amigos se unirem para compor a renda necessária para conseguir o financiamento. Só que as pessoas tem que lembrar que ficarão obrigadas pelo pagamento da dívida até o final, além do fato que sua renda estará comprometida para fins de financiar outro imóvel no futuro.


10. Pagamento das parcelas: é fundamental não comprometer mais de 15% da renda com o pagamento da primeira parcela do financiamento. Este cuidado é fundamental para que sseja possível honrar com todas as parcelas do financiamento sem dificuldades. Lembre-se que o prazo é muito longo, dificuldades e crises acontecem sempre e com todos, e comprometer menos seu salário é caminho certo para não haver surpresas desagradáveis no futuro.

Consultor financeiro Gustavo Cerbasi e especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata dizem o que levar em conta para deixar o financiamento mais leve para o bolso

Consultor financeiro Gustavo Cerbasi e especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata dizem o que levar em conta para deixar o financiamento mais leve para o bolso

Ao se tornar sócio da consultoria de financiamentos imobiliários Canal do Crédito, o guru Gustavo Cerbasi pretende pôr em prática um programa de educação financeira para quem vai financiar o seu imóvel. Nas oito dicas abaixo, o consultor financeiro e o presidente da consultoria, Marcelo Prata, mostram quais despesas comumente esquecidas devem ser postas na ponta do lápis para quem está de mudança para uma casa financiada e como tornar essa longa e pesada dívida mais barata e justa no orçamento.

1. Ao se mudar para um bairro mais caro, calcule um aumento de 15% a 20% nos gastos


Mudar-se para um bairro mais nobre implica maiores gastos na padaria, supermercado e escola. “Na dúvida entre dois imóveis, é melhor optar pelo que tem valor de 15% a 20% mais baixo, porque esta parcela normalmente é o que é destinado ao novo custo de vida no local”, diz Cerbasi. “É a mesma coisa que ocorre quando você compraa um DVD Blu-Ray que, além de ser mais caro que o normal, envolve a compra dos discos Blu-Ray, que são mais caros que os outros”, comenta.

Cerbasi também diz que muitas dívidas com financiamentos ocorrem quando o proprietário calcula o gasto mensal com as parcelas e se esquece de calcular os gastos agregados, como o novo custo de vida, a manutenção do imóvel, as contas de energia, gás, IPTU, reformas e principalmente gastos variáveis, com lazer. “O financiamento do imóvel está previsto, mas não se prevê o gasto com cinema, restaurante e aí este gasto é passado para o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, levando a dívidas”, explica.

2. Considere que taxas e impostos correspondem a 4% do valor financiado


Segundo Marcelo Prata, sócio e fundador do Canal do Crédito, cerca de 4% do valor do imóvel é usado para pagar apenas taxas e impostos. “Eu já vi algumas pessoas chegarem na hora da compra sem saber que estes gastos estavam envolvidos”, diz Prata.

Basicamente, os gastos envolvidos são: ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis), que varia de acordo com a cidade, mas gira em torno de 2% do valor total do imóvel; taxas cartorárias, que ficam em torno de 1% do valor do imóvel e oscilam de acordo com o valor da propriedade e da localização; e as taxas de análise jurídica, cobradas pelos bancos na hora de contratar o financiamento, que também podem variar em torno de 1% do valor total.

3. Não comprometa mais que 30% da renda

Cerbasi recomenda que sejam comprometidos, no máximo, de 25% a 30% da renda mensal em um financiamento. Para não cair na tentação de fazer um financiamento mais caro e depois não conseguir arcar com os custos, o consultor diz que o segredo é inverter a ordem das escolhas. Ou seja, em vez de buscar os imóveis e fazer a escolha baseada nos preços, é importante ter todos os gastos previstos em mente e a capacidade de comprometimento com o financiamento para depois avaliar as opções de compra.

Segundo Cerbasi, pode ser muito melhor morar em uma casa aquém do desejado, mas onde se tenha uma capacidade de gastos maior no dia a dia. “Do que adianta viver em uma casa grande, mas na monotonia?”, pondera.

4. Prefira os menores prazos: 15 anos para imóveis novos e sete anos para usados


Cerbasi ressalta que os prazos ideais de financiamento seriam de 15 anos para um imóvel novo e sete anos para um imóvel usado, uma vez que, depois destes prazos, provavelmente o proprietário terá que arcar com custos de reforma. Se o financiamento não estiver quitado então, os gastos somados podem pesar demais no orçamento.

Cerbasi afirma que o melhor é sempre fazer o financiamento no menor prazo possível. “Nós conseguimos dominar a segurança financeira no prazo curto, mas em 30 anos, por exemplo, é muito mais difícil prever as condições que o comprador terá para pagar o financiamento. Entre um financiamento de 30 anos e 25 anos, prefira o de 25 anos”, diz.

5. Recém-casados: esperem cinco anos para comprar um imóvel

Cerbasi explica que o financiamento deixa o casal exposto a diversas limitações de renda, de oportunidades de emprego e de mobilidade. Por isso, o ideal é que eles só comprem o imóvel depois de cinco anos de casados. “Para recém-casados a renda ainda é muito instável e limitada. Por isso, muitos jovens ainda querem mudar de emprego. Um aluguel, como um elemento de flexibilidade, é oportuno, e poder se mudar para ficar perto do trabalho, por exemplo, ajuda a economizar no transporte. Depois de comprar uma casa diminuem as chances de se conseguir um emprego para morar longe", diz.

Ele sugere que os recém-casados aluguem uma quitinete, por exemplo, enquanto poupam o valor para a compra do apartamento antes de entrar em um financiamento. Ele ressalta, no entanto, que se o valor pago pelo aluguel for superior ao de um financiamento, vale considerar se o investimento vale a pena, mesmo com todos os comprometimentos que a decisão pode gerar.

6. Prefira taxas pós-fixadas

Com as quedas nos juros, as taxas pós-fixadas e a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) se tornam a melhor opção para o mutuário. Na tabela SAC, são pagas parcelas mais altas no início e o valor cai conforme a dívida é amortizada. O valor do pagamento da dívida permanece constante, enquanto o valor correspondente ao pagamento de juros diminui progressivamente.

A conjuntura atual, de mudanças na economia, se mostra favorável para o comprador ter maior fôlego para arcar com parcelas mais altas no início dos pagamentos.

Cerbasi acredita também que a tendência das quedas nas taxas deve se manter, favorecendo taxas pós-fixadas. “Os juros devem cair ainda e as taxas prefixadas podem ficar muito caras diante de taxas mais baixas ”, explica. As taxas prefixadas são definidas no início do financiamento e as pós-fixadas variam de acordo com a Taxa Referencial e índices atrelados à inflação, como IGP-M ou IPCA .

No caso da tabela Price, as parcelas são fixas. No começo do pagamento, o valor abatido do saldo devedor é muito baixo, porque a maior parte da parcela é composta pelos juros.

7. Pesquise entre os bancos as melhores condições


Com as recentes reduções nas taxas de juros, a diferença nas taxas cobradas entre um banco e outro podem ser significativas. Além de visitar diferentes agências para consultar as opções, o comprador pode fazer simulações do financiamento pela internet. Existem consultorias que oferecem esse serviço. O Canal do Crédito é uma delas, e o serviço é gratuito. Em consultorias como a Crédito Imobiliário Fácil e a Financiar Casa (antiga Sagace), o serviço é cobrado. Leia mais sobre esse tipo de serviço.

Quem quiser saber o custo médio de um financiamento imobiliário pode fazê-lo por meio de uma ferramenta disponível em EXAME.com.

8. Portabilidade só é vantajosa se a diferença de juro for de no mínimo 1,5%

As taxas menores também podem ser vantajosas para quem já tem um financiamento e quer aproveitar as taxas mais baixas de outro banco. É possível migrar a dívida por meio da chamada portabilidade de crédito. Marcelo Prata, sócio-fundador do canal do Crédito, dá uma dica que pode ajudar o mutuário a perceber de maneira simplificada se vale a pena fazer a transferência: “Se a diferença entre a taxa de um banco e outro for maior ou igual a 1,5% vale a pena fazer a portabilidade”, diz.

Se for verificada a diferença maior ou igual a 1,5%, o proprietário deve: observar a taxa de juro cobrada no atual financiamento e no financiamento cotado; calcular a diferença entre a soma das prestações que restam no banco atual e as que serão pagas se a dívida for transferida para outro banco; e por fim, deve subtrair as taxas de cartório cobrada pela alteração do financiamento, a diferença entre os custos dos seguros de cada instituição e entre as taxas de administração.

Ao fazer a portabillidade, o proprietário paga novamente as mesmas taxas cartorárias que pagou no início do financiamento, a taxa de averbação do valor declarado (pelo cancelamento do financiamento) e a de registro do novo financiamento, que variam de acordo com o valor do imóvel e com a região, podendo chegar a 1% do valor da propriedade. Assim, se os gastos com cartório forem muito altos, o valor gasto no presente pode não compensar a economia com parcelas futuras.

Taxas e preços menores são alguns dos atrativos para quem está procurando por um imóvel.

Taxas e preços menores são alguns dos atrativos para quem está procurando por um imóvel.

É um bom momento para comprar a casa própria aproveitando os financiamentos com juros mais baixos. Além disso, segundo especialistas, os preços dos imóveis estão estáveis e, em alguns, bairros até menores. Para completar, construtoras e imobiliárias oferecem vantagens para fechamento de bom negócio.

Assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil baixaram os juros do financiamento habitacional, o setor privado também mexeu nas taxas e reduziu os valores cobrados. No Santander, por exemplo, ela pode chegar a 8,8% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento foi alterado, de 30 para 35 anos.

“A queda da taxa de juros é importante para o mercado imobiliário, pois oferece melhores condições para a compra da casa própria. Com o financiamento mais acessível e o crescimento da economia, a demanda do mercado imobiliário continuará aquecida. É uma redução significativa e que aponta tendência, já seguida por outros bancos”, diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ).

Segundo o diretor de Negócios Imobiliários do Santander, José Roberto Machado, quanto mais relacionamento com a instituição, melhores condições o correntista terá de conseguir taxa menor. O cliente conta com toda a assessoria especializada durante o financiamento.

“As condições são favoráveis. O déficit habitacional é grande. O alongamento de prazos, queda da taxa de juros e aumento da renda da população vão manter a procura”, acredita Machado.

Medidas são consideradas positivas por construtoras

Os construtores apoiam as medidas adotadas para reduzir ainda mais as taxas de juros dos financiamentos da compra da casa própria. “A iniciativa é positiva. Apesar de o nosso sistema financeiro ser bastante rígido quanto à liberação deste tipo de crédito, o aumento da escala de empréstimos é que será no futuro o grande resultado dos bancos”, diz Carlos Eduardo Penna, diretor da Efer.

Para o diretor do Grupo CPS Bruno Vaz, a competitividade entre os bancos é sempre vantajosa para todos os envolvidos no negócio. Hoje as empresas conseguem atingir um nicho de mercado maior em função das facilidades na concessão de credito.

“Havia clientes que com o prazo de 30 anos não conseguiam financiar um imóvel e, hoje, com a ampliação para 35 anos, este mesmo cliente já se adequa ao perfil deste imóvel”, lembra Vaz.

Bom relacionamento com o banco também define taxas

Os bancos passaram a levar em consideração ainda mais o relacionamento que o cliente mantém com a instituição financeira. A estratégia está presente no Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Os clientes que optam por ter conta salário com o banco, por exemplo, também são beneficiados com melhores condições.

As parcerias com o HSBC garante ainda mais vantagens para quem vai comprar um imóvel ofertado pelas 26 imobiliárias do grupo espalhadas pelo País. Segundo o diretor da empresa Josué Madeira, os juros são ainda mais competitivos e os prazos para assinatura do contrato menores.

“Os nossos clientes contam com uma estrutura exclusiva para a concessão do financiamento imobiliário. O contrato poderá ser assinado no local que o cliente preferir evitando a ida em uma das agências do banco”, explica Josué Madeira.

Confira as condições de financiamento

A Caixa Econômica Federal oferece juros de 7,8% a 8,85% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O percentual varia de acordo com o relacionamento que o correntista possui com a instituição. As taxas valem para imóveis de até R$ 500 mil. O prazo de pagamento chega a 35 anos.

o Banco do Brasil, os percentuais variam de 7,9% a 8,9% ao ano mais TR, além do relacionamento que o correntista tem com o banco. O prazo de pagamento máximo é de 30 anos, conforme o percentual de financiamento, que pode chegar a 80% do valor do imóvel.

O Bradesco trabalha com juros entre 8,9% e 10,5% ao ano mais TR, conforme o valor do imóvel no SFH, ou seja, avaliados em até R$500 mil.

8 milhões de famílias querem adquirir imóvel até 2015

Cerca de oito milhões de famílias da classe média - com renda familiar média mensal entre R$ 1.110 e R$ 3.875 - afirmam ter o desejo de adquirir um imóvel nos próximos dois anos, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo instituto Data Popular. O estudo apontou ainda que 75% da população da classe média possui uma casa própria.

De acordo com o estudo, 54% das moradias brasileiras são ocupadas por famílias de classe média. Os dados ainda apontam que entre as famílias desta classe, 18% pagam aluguel. Na divisão por região, o Nordeste do País apresenta a melhor porcentagem de casas próprias para famílias de classe média, com 80%, seguido pelo Sul e Norte, ambos com 78%.

O Data Popular ainda afirma que oito em cada dez famílias que desejam adquirir imóvel farão utilizando linhas de financiamento habitacional. As demais afirmam que pagarão à vista ou conquistarão o imóvel por meio de consórcios.

domingo, 10 de março de 2013

Tendências em decoração 2013

Tendências em decoração 2013

tendencias-em-decoracao-2013.jpg 
Para começar o ano com tudo, deixar a casa com os ambientes cheio de energias renovadas e muito astral, hoje no IMulher o post de décor traz as tendências em decoração 2013, para você se inspirar na hora de mudar o visual do cantinho mais gostoso do seu dia a dia: seu lar.
Se você é daquelas mulheres que gosta de estar atenta às últimas novidades da moda, sua casa não pode ser diferente, por isso veja nossa seleção de dicas do que está em alta nesse ramo e você deixar tudo moderno e com sua personalidade.

Decoração 2013

Paredes

tendencias-em-decoracao-2013-3.jpg 
As paredes se tornaram itens fundamentais de decoração e agora aparecem até mesmo sozinhas fazendo efeito, substituindo quadros ou enfeites. Há muitas opções para decorar de acordo com a tendência, entre elas estão:
  • Pintura com diferentes cores ou texturas;
  • Usar papel de parede em uma parede inteira ou no teto;
  • Colocar imagens feitas com adesivos de vinil.

Cores

Nas tendências de decoração 2013 deixe para lá a ideia de usar uma mesma paleta para a casa toda: agora pinte as paredes, pelo menos uma de tonalidade distinta para criar ideia de “novo ambiente” e não se esqueça que a moda pede papeis de parede ou adesivos nelas, nos tetos e portas.
Além disso, combinações incomuns que misturam cores neutras e fortes em todos os cômodos de uma casa é dica dos maiores arquitetos e decoradores. Por exemplo, se você tem um quarto com paredes em tons monótonos pode colocar um adesivos de vinil para decorar, combinar as cores das imagens com a roupa de cama e usar outro tom totalmente diferente e contrastante para cortinas ou tapetes. A ideia é deixar de lado o básico e usar a criatividade!


tendencias-em-decoracao-2013-2.jpg Stockbyte/Thinkstock
As seguintes combinações vão ser muito presente nas decorações de 2013:
  • Verde e azul
  • Dourado, roxo e verde
  • Marrom, laranja, azul e rosa
  • Cinza, azul escuro e preto
  • Vários tons de laranja e verde claro
  • Verde, cinza, marrom e fúcsia

Acessórios

Os acessórios dependem do seu gosto. No entanto, para 2013 espera-se o ressurgimento de elementos naturais, assim tanto em móveis quanto itens serão de decorações artesanais.
Em vez de se concentrar em grandes ornamentos, a ideia é utilizar pequenos objetos decorativos em grandes quantidades, assim pode se espalhar por toda a casa. Cestos, por exemplo, são originais e econômicos, você pode fazer arranjo de flores ou usar para colocar revista na sala de estar. Materiais como cerâmica, madeira, vime e bambu vão ser capazes de explorar essa tendência.
tendencias-em-decoracao-2013-4.jpg 
O que achou das novas tendências em decoração? Você usaria em sua casa?

www.andersonmartins.com

quinta-feira, 7 de março de 2013

O que seria da Gafisa sem a Alphaville Urbanismo

          O que seria da Gafisa sem a Alphaville Urbanismo
Casa em Alphaville sai por R$ 14 milhões
Alphaville: importância da loteadora nos negócios da Gafisa divide opiniões

São Paulo – A Gafisa estaria avaliando propostas para vender a Alphaville Urbanismo, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. A venda da companhia de loteamento, porém, ainda seria apenas uma das alternativas – e encontraria resistência de parte do conselho de administração da Gafisa.
 
Entre os interessados, segundo o Estadão, estaria o investidor americano Sam Zell, que se tornou bilionário ao apostar em imóveis.
Não é difícil entender por que se desfazer da Alphaville seja uma decisão que divide as opiniões. A empresa é o negócio que mais se desenvolveu no ano passado, segundo os resultados prévios já divulgados pela Gafisa. Seu peso nos negócios do grupo supera os 40%, de acordo com os itens considerados.
Na prévia de 2012 divulgada pelo grupo, a Alphaville respondeu por 1,3 bilhão de reais em lançamentos – ou 45% do total. Para se ter uma ideia, um ano antes, esse percentual era de 28%, ou 971,8 milhões de reais.
Fôlego próprio
É claro que o peso da Alphaville sobre o total de negócios cresceu, em parte, pela freada da Tenda, a marca de imóveis populares da Gafisa. Após os problemas de atraso nas entregas das unidades já vendidas pela Tenda, a Gafisa decidiu não lançar nada no ano passado por essa marca.
Mas o outro ponto é que a Alphaville realmente acelerou 38% nos lançamentos, enquanto a própria marca Gafisa, que foca imóveis de classe média alta e alto padrão, viu o total de lançamentos recuar 25% no ano passado, para 1,6 bilhão de reais.
Uma coisa é lançar os imóveis. Outra é fazer dinheiro com eles. E, nesse ponto, a Alphaville também se sobressaiu no ano passado. A marca viu suas vendas crescerem 32% e somarem 1,1 bilhão de reais, o equivalente a 42% do total do grupo. Foi o único segmento do grupo que avançou. A marca Gafisa, por exemplo, recuou 27% em vendas, para 1,6 bilhão de reais. A Tenda foi bem pior: registrou vendas negativas de 74 milhões de reais, devido ao cancelamento de vendas com clientes que, segundo a empresa, não se adequavam ao perfil desejado.
Ativo estratégico
Para qualquer empresa do ramo imobiliário, um dos ativos mais preciosos é o seu banco de terrenos. Não é segredo que, para sobreviver nesse mercado, é preciso deter áreas bem localizadas. E, nesse ponto, a Alphaville também se destaca. A loteadora possui o maior banco de terrenos do grupo, avaliado em 10,5 bilhões de reais, segundo o balanço do terceiro trimestre.

Como comparação, basta lembrar que a marca Gafisa e a Tenda, as que permaneceriam no grupo, caso a Alphaville fosse vendida, somam um total de 7,3 bilhões de reais em terrenos estocados.
 
Vender um braço que representa 40% dos negócios não é uma decisão trivial para nenhuma empresa. Não é à toa que, segundo o Estadão, parte dos conselheiros e o presidente executivo do grupo, Duilio Calciolari, defendem outra opção: a abertura de capital da Alphaville. Na avaliação desse grupo, haveria apetite dos investidores por papéis da loteadora.
Prós e contras
Quem defende a venda da Alphaville afirma que este seria um bom caminho para reduzir a dívida do grupo, segundo o Estadão. Além disso, não haveria muitas sinergias entre a loteadora e os outros negócios: incorporação e construção.
A Alphaville entrou para o grupo Gafisa em 2006, quando 60% de seu capital foi comprado por cerca de 200 milhões de reais. Quatro anos depois, mais 20% foram adquiridos por aproximadamente 125 milhões de reais. Agora, a Alphapar, que representa os interesses dos ex-donos da loteadora, e a Gafisa discutem o preço dos 20% restantes.
Segundo o Estadão, os 80% da Alphaville já em poder da Gafisa são avaliados em 1,8 bilhão de reais. Para pessoas ouvidas pelo jornal, trata-se de um bolo que ainda pode crescer. Uma das possibilidades de Sam Zell, se ficasse com a marca, seria justamente levá-la à bolsa para vê-la se valorizar. Só lembrando: o americano acumula hoje uma fortuna de 4 bilhões de dólares e é o 329º homem mais rico do mundo, justamente pela sua habilidade no mercado imobiliário.

Como avaliar se investir em imóvel para alugar vale a pena.

                  Como avaliar se investir em imóvel para alugar vale a pena.
                
Mulher em dúvida entre poupança e outros investimentos
Compare a renda fixa com o retorno do imóvel, mas não se esqueça de manter aplicações de maior liquidez

São Paulo – Se você está disposto a ter um pouco de trabalho e enfrentar a burocracia para comprar um imóvel para alugar – ou se está para se mudar e não sabe se vende ou aluga seu antigo imóvel – existem algumas maneiras de saber se o investimento realmente vale a pena, ou se é melhor colocar o dinheiro em um investimento mais seguro e mais líquido. Imóveis não são investimentos de baixo risco, e a forma mais conservadora de investir neles é visando uma boa renda com aluguel Afinal, a valorização pode ou não ocorrer, sendo um fator mais difícil de ponderar e, portanto, de maior risco.
Por isso, convém ficar atento aos sinais do mercado – e do imóvel – para saber se a opção é realmente uma boa. A seguir, os pontos que você deve observar antes de investir em um imóvel para ganhar com o aluguel:
1. Compare o retorno com aluguel com o retorno da renda fixa
O aluguel pode ser encarado como um retorno percentual sobre o investimento que você fez no imóvel. Mas ao compará-lo com outros investimentos, lembre-se de sempre considerar os retornos já líquidos de imposto de renda e taxas. E considere o investimento no imóvel como sendo o valor bruto despendido por ele, incluindo eventuais juros, taxas, custos de registro e escritura e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Conheça todos os custos na hora de comprar um imóvel usado.
Suponha que o valor total despendido em um imóvel foi de 500 mil reais. Se o aluguel líquido for de 5 mil reais mensais, isso significa que o retorno mensal é de 1%. Em um ano, o retorno será de 12% (nesse caso, não incidem juros sobre juros, apenas multiplica-se o retorno mensal por 12).
O retorno do aluguel de um imóvel deve oferecer um “prêmio de risco” em relação às aplicações consideradas “livres de risco”, uma vez que em geral é mais arriscado investir em imóveis do que no Tesouro Direto ou na caderneta de poupança. Imóveis podem se desvalorizar, ficar vagos por muito tempo, ser depredados por inquilinos, entre outros riscos. Enquanto isso, o risco de calote do governo brasileiro é atualmente considerado o menor do mercado. O risco dos grandes bancos também é considerado baixo, e a poupança ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito para valores até 70 mil reais.
A comparação considerada mais adequada é com a Nota do Tesouro Nacional-série B (NTN-B) que paga juros semestralmente, título do Tesouro Direto que paga um percentual fixo mais a inflação pelo IPCA. A NTN-B Principal não deve ser considerada, pois ela só paga juros no vencimento, o que significa que eles continuam sendo rentabilizados durante o investimento, coisa que não tem nada a ver com o fluxo de um imóvel.
Embora o aluguel em um único mês não seja corrigido automaticamente pela inflação, normalmente essa correção ocorre todo ano, pelo IGP-M. Os dois índices de inflação costumam ser divergentes – no ano passado, o IPCA fechou em 5,84% e o IGP-M em 7,81% -, mas no longo prazo, costumam convergir. Outro fator que torna a comparação adequada é que tanto imóveis quanto NTN-Bs são investimentos de longo prazo. A liquidez da NTN-B, contudo, é maior, uma vez que ela pode ser vendida antes do vencimento em caso de emergência.

sábado, 2 de março de 2013

LANÇAMENTOS EM VILA VELHA - ED. VINTAGE


Lei garante desconto de 50% para registro de primeiro imóvel

O sonho do primeiro imóvel pode ficar mais barato. Uma lei de 1973 garante desconto de 50% nos custos do registro para quem financia o bem pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Segundo a Lei 6.015, de 1973, quem compra o primeiro imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tem direito a 50% de desconto no registro da escritura do bem. Mas, apesar de a norma ter quase 40 anos, poucos a conhecem, e muita gente paga o valor integral das custas cartoriais, quando, na verdade, poderia economizar dinheiro.

Luiz Carlos Kechichian, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), não hesita em apontar os responsáveis pela falta de conhecimento da lei: os cartórios. "Eles não têm interesse em dar publicidade à norma".

A afirmação de Kechichian, no entanto, é contestada por Francisco Ventura, diretor de registro de imóveis da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP): "A maioria dos imóveis financiados pelo SFH tem esse desconto, e, em São Paulo, os cartórios normalmente já dão esta informação".

Ventura até demonstra surpresa diante da alegação de que a lei é pouco conhecida. "Pode haver algum caso isolado, mas não sei porque disseram que as pessoas não conhecem a norma", afirma ele. O diretor da Anoreg-SP vai além, e diz que os bancos costumam avisar aqueles que buscam financiamento sobre o desconto de 50% nos custos cartoriais.

Kechichian, porém, usa o exemplo dos próprios corretores para garantir que há grande desconhecimento sobre a lei. "Até tentamos informar todos os associados do Creci-SP, mas nem todo mundo recebe a informação; fora do estado de São Paulo, então, o desconhecimento é ainda maior, e até donos de imobiliárias ignoram a lei", afirma o conselheiro do Creci-SP. Segundo ele, só quando o cliente é bem informado e pergunta sobre o desconto é que consegue o benefício nos cartórios.

Declaração

Para garantir o direito ao desconto, o comprador tem de apresentar uma declaração de que está adquirindo, com o financiamento do SFH, seu primeiro imóvel. Ventura afirma que, em São Paulo, basta apresentar a declaração escrita para pagar apenas 50% das custas cartoriais. "Não precisa nem comprovar, pois os cartórios paulistas têm informações centralizadas e conseguem averiguar se é o primeiro imóvel do comprador", diz o diretor da Anoreg-SP.

Nem todos os estados brasileiros, no entanto, têm o nível de informatização de São Paulo. Pode ser necessário apresentar certidão de todos os cartórios da cidade onde o negócio está sendo realizado para comprovar que o comprador não possui nenhum imóvel próprio.

Se a pessoa já foi dona de casa ou apartamento - mesmo que já não possua o bem - ou recebeu alguma propriedade por doação ou herança, não há direito ao desconto. "A lei só se aplica mesmo ao primeiro imóvel, para beneficiar quem está fugindo do aluguel", esclarece Kechichian. Quem é casado com alguém que já tem casa própria continua tendo direito ao abatimento, contanto que compre um imóvel em seu nome.

O desconto é um direito garantido por lei, portanto, se o cartório se recusar a concedê-lo, o comprador pode registrar queixa junto à Corregedoria Geral da Justiça. Para isso, basta entrar em contato com o fórum da cidade na qual se localiza o cartório.